O presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, tentará a reeleição em 2018. O seu atual mandato é válido até dezembro do ano que vem, mas ele já confirmou a sua candidatura para as próximas eleições do clube, tendo Cesar Conforti novamente como vice na chapa.
A decisão do mandatário surgiu de forma inesperada nos bastidores da Vila Belmiro. Isso porque, no início de 2015, quando assumiu o cargo máximo do Peixe, ele disse que não era a favor da reeleição. Agora, porém, já tem outros planos para a sua trajetória à frente da equipe.
A justificativa para a permanência, segundo ele, se deve ao momento financeiro do clube. O cartola entende que o clube conseguiu superar os problemas deixados pela gestão do ex-presidente Odílio Rodrigues e precisa novamente de seu comando para seguir evoluindo.
“Primeiro preciso ver como será esta eleição, mas eu sou candidato com o (Cesar) Conforti como vice. Mudei de ideia pela necessidade do clube. Mesmo com eleições, a gente tem que ter a tranquilidade de manter um ano com uma gestão séria e sem fazer loucura”, disse.
As outras chapas para o pleito, que acontece em dezembro do ano que vem, ainda não foram definidas. Na última eleição, cinco santistas concorreram à presidência do clube: além de Modesto, José Carlos Peres, Fernando Silva, Nabil Khaznadar e Orlando Rollo foram os postulantes. Na ocasião, o atual mandatário recebeu a maioria dos votos (25%).
Se conseguir confirmar a manutenção no cargo, Modesto espera manter o técnico Dorival Júnior na equipe. No comando do Peixe desde 2015, o treinador conquistou dois campeonatos paulista, vice da Copa do Brasil e Brasileirão, além de garantir vaga para a Libertadores da América. O seu contrato com o clube é válido até o fim de 2017, assim como o de Modesto.
“Técnico depende do presidente. Eu não sei se vou ganhar as eleições. Se eu não ganhar, quero deixar o direito a quem me suceder de escolher o técnico. Eu trabalhei com um técnico da gestão anterior que não me agradava (Enderson Moreira). Então, temos de ter calma com isso (renovação). Hoje, se eu ganhasse, ele (Dorival) seria o meu técnico”, completou.
