Servidores de Cubatão ocupam Prefeitura e reivindicam 13º

A categoria reivindica uma resposta concreta da Administração com relação aos pagamentos dos benefícios em atraso

Sem garantias do pagamento do décimo terceiro salário, servidores públicos de Cubatão ocuparam as dependências do Paço Municipal na tarde de ontem (21). O protesto teve início pela manhã em frente da Prefeitura. A categoria reivindica uma resposta concreta da Administração com relação aos pagamentos dos benefícios em atraso.

“Teríamos que receber hoje a última parcela do 13º e não recebemos nada. Estamos pensando em parar se não tiver pagamento não tem funcionário trabalhando. O sindicato está fechado em recesso. Nós assumiremos, se necessário for, a perda da verba SUS, porque tantas perdas que já tivemos ao longo do ano uma mais outra a menos não vai influenciar em nada”, disse a enfermeira Janaina Sales.

Um grupo de servidores se reuniu com representantes da Prefeitura.  O sindicato que representa a categoria não participou do manifesto. 

A Reportagem esteve na entidade que está fechada. “O objetivo do ato é reivindicar os nossos direitos negligenciados há meses. Pensamos em greve, mas não temos o amparo do nosso sindicato que nesse momentos se omitem. A gente sempre procura o sindicato quando tem essas manifestações e nunca se fazem presente”, disse Antonio Lucio, que atua no setor de Manutenção.

Para o servidor Enrico Watanabe, que trabalha na Assistência Social, a categoria está no limite.

“A gente perdeu benefício o ano todo. Perdemos o cartão servidor, os vales vêm atrasado, nosso salário a gente nunca sabe quando vai receber e agora a surpresa do 13º que a gente provavelmente só receba em janeiro. Os servidores cansados de um ano inteiro de humilhação. Pelo estado nervos da categoria é capaz que façamos uma greve para sindical sem nenhuma entidade. Se pode a gente não sabe, mas também não pode ficar sem salário”, afirmou.

Facebook

Por meio de nota divulgada no Facebook ontem (20), a Prefeitura de Cubatão informou “que a Prefeitura foi encontrada em situação financeira delicada e que durante os pouco mais de 200 dias de governo do prefeito em exercício, todos os esforços vêm sendo feitos, mas o exame das contas municipais indicou que não será possível realizar o pagamento do 13º conforme o esperado”.

A nota ressalta ainda que “é um problema que infelizmente está atingindo grande parte dos municípios brasileiros, decorrente da queda na atividade econômica e consequente diminuição brutal na receita tributária”.