O presidente do Santos, Modesto Roma Júnior, pode receber uma dura punição do STJD por conta de acusações feitas sobre a arbitragem de Leandro Vuaden no jogo entre Santos e Flamengo, no dia 26 de julho, pela Copa do Brasil. Mesmo com vitória, por 4 a 2, o Peixe foi eliminado do torneio.
Incomodado com a eliminação, o Peixe encaminhou um ofício e, por sequência, um dossiê, com supostas provas que o repórter Eric Faria, da TV Globo, auxilou Vuaden na anulação de um pênalti em cima de Bruno Henrique. O gol na cobrança seria o suficiente para o time chegar na semifinal.
Ao analisar o conteúdo enviado, na última quinta-feira, conforme relatado pelo Diário do Litoral, a Procuradoria chegou a conclusão que não existem provas que comprovam uma interferência externa na decisão do árbitro. Por conta disso, o cartola alvinegro foi denunciado por atitude antidesportiva.
Modesto Roma foi enquadrado nos artigos 258 (conduta antidesportiva) e 191, artigo I, por ter feito críticas à arbitragem, o que é vedado pelo Regulamento Geral de Competições. Pela falsa acusação, ele pode ser suspenso em até 180 dias. Além disso, o clube pode receber uma multa de R$ 100 mil.
“De acordo com a Procuradoria, as acusações infundadas da prática de um ato grave e lesivo a competição e aos árbitros envolvidos é um ato contrário à disciplina e ética desportiva e um desrespeito que expõe, desmoraliza e macula a imagem da arbitragem”, disse o STJD, em nota.
O processo movido contra o dirigente e o Santos será discutido na pauta da Terceira Comissão Disciplinar, que foi agendada para a próxima quarta-feira (09), a partir das 14h30.
