Em meio à pandemia, festa em Bertioga gera revolta nas redes sociais

Publicação da festa gerou diversos comentários negativos; vizinhos se incomodaram e acionaram a Guarda Civil Municipal

No último domingo (3), uma festa com cerca de 20 pessoas causou indignação nas redes sociais. A comemoração ocorreu no bairro Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral de São Paulo. Fotos e vídeos foram publicados em uma conta no Instagram, rede pela qual o grupo costuma compartilhar fotos e vídeos de carros luxuosos e eventos dos quais participa. Logo a festa de domingo foi publicada, houve inúmeros comentários negativos por terem ignorado o isolamento social.

Os vizinhos da residência também ficaram incomodados e acionaram a Guarda Civil Municipal (GCM). Segunda a prefeitura de Bertioga, a GCM foi ao local apurar a denúncia de perturbação de sossego. Entretanto, a equipe constatou que o som não estava acima do permitido, mas solicitou que o responsável abaixasse o volume.

Ainda de acordo com a prefeitura, os guardas orientaram os amigos sobre as medidas de isolamento social devido ao novo coronavírus.

Um dos envolvidos, o advogado Fernando Andrade Vieira, em entrevista ao “G1”,alegou que não existe uma proibição legal para que as pessoas se reúnam. Ele confirmou a festa no imóvel, mas disse que era uma comemoração familiar.

“Não sei o que tanto incomoda em ter um som na casa. Você exigir que não tenha som em uma casa, não existe lei para isso. No que tange à união de pessoas, na realidade, também não existe a proibição, e sim uma orientação. São duas coisas diferentes”, afirmou.

Ele disse que a festa causou polêmica nas redes porque os carros eram de luxo. “Venhamos e convenhamos, se fossem 10 carros velhos na frente da casa, não teria nenhum problema”, afirmou o advogado.

“As pessoas não querem saber o que o grupo faz em prol da sociedade. Essa semana, fizemos a arrecadação de alimentos para instituições. Inclusive, eu ajudo diversos abrigos para cachorros de rua. Não precisamos postar para não colocar a pessoa que recebe em uma situação constrangedora. O fato de os integrantes do grupo, graças a Deus, terem uma situação diferenciada e se tornarem odiados é muito chato. Aqui, todas as pessoas são trabalhadoras, são empresários, são pessoas que fazem o bem e que pagam todos os seus impostos. Se puxar a placa de todos os carros, não tem um devendo IPVA. Nós temos o direito de ir e vir”, finalizou.

A administradora do bairro planejado informou, em nota, que anunciou a implementação de medidas preventivas para manter o bem-estar dos moradores, colaboradores, clientes e frequentadores no dia 20 de março.