Duas produções brasileiras disputam a Palma de Ouro do Festival de Cannes

O longa “Aquarius”, do cineasta Kleber Mendonça Filho, e “A moça que dançou com o diabo”, de João Paulo Miranda Maria, foram selecionados no festival francês

Duas produções brasileiras concorrem à Palma de Ouro do 69º  Festival de Cannes 2016. São elas, “Aquarius”, do cineasta Kleber Mendonça Filho, com Sonia Braga no papel título, e o curta-metragem “A moça que dançou com o diabo”, de João Paulo Miranda Maria. A lista dos filmes selecionados foi anunciada nesta-quinta (14).

O Festival de Cannes é uma das principais premiações de cinema do mundo e será realizado entre os dias 11 e 22 de maio

“Aquarius” marca a volta de um longa-metragem nacional na disputa do festival francês depois de anos. A trama do filme gira em torno da personagem Clara, interpretada pela atriz Sonia Braga, uma aposentada de 65 anos, viúva e mãe de três filhos adultos. Clara mora no condomínio Aquarius, em Boa Viagem, no Recife, e tem a rara habilidade de viajar no tempo.

O pernambucano Kleber Mendonça Filho dirigiu “O som ao redor”, seu primeiro longa, que chegou a ser selecionado para a lista de indicados ao Oscar em 2014, mas não ficou entre os finalistas na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

Curta-metragem

“A moça que dançou com o diabo”, do diretor João Paulo Miranda Maria, do grupo Kino-Olho, de Rio Claro (SP), concorre na competição de curtas-metragens.

Com duração de 14 minutos, a produção é inspirada em uma lenda urbana de São Carlos (SP). Trata-se da história de uma garota de família religiosa que, na noite de Sexta-feira da Paixão, dança com um forasteiro que mais tarde revela ser o diabo.

Os atores do elenco são todos amadores e vivem na cidade de Rio Claro, no interior paulista. É o terceiro ano seguido que um curta do grupo Kino-Olho é exibido em Cannes.

Veja, abaixo, a seleção oficial do Festival de Cannes 2016:

Sessão de abertura (fora de competição)
“Café Society”, de Woody Allen

Mostra competitiva
“Toni Erdmann” (Alemanha), de Maren Ade
“Julieta” (Espanha), de Pedro Almodóvar
“American Honey” (Reino Unido), de Andrea Arnold
“Personal shopper” (França), de Olivier Assayas
“La fille inconnue” (Bélgica), de Jean Pierre Dardenne e Luc Dardenne
“Juste la fin du monde” (Canadá), de Xavier Dolan
“Ma Loute” (França), de Bruno Dumont
“Mal de Pierres” (França), de Nicole Garcia
“Rester vertical” (França), de Alain Guiraudie
“Paterson” (Estados Unidos), de Jim Jarmusch
“Aquarius” (Brasil), de Kleber Mendonça Filho
“I, Daniel Blake” (Reino Unido), de Ken Loach
“Ma’Rosa” (Filipinas), de Brillante Mendoza
“Bacalaureat” (Romênia), de Christian Mungiu
“Loving” (Estados Unidos), de Jeff Nichols
“Agassi” (Coreia do Sul), de Chan-Wook Park
“The last face” (Estados Unidos), de Sean Penn
“Sieranevada” (Romênia), de Cristi Puiu
“Elle” (Holanda), de Paul Verhoeven
“The neon demon” (Dinamarca), de Nicolas Winding Refn

Mostra Um certo olhar (Un certain regard)
“Varoonegi” (Irã), de Behmam Behzadi
“Apprentice” (Singapura), de Boo Junfeng Boo
“Voir du pays” (França), de Muriel Coulin e Delphine Coulin
“La danseu se” (França), de Stéphanie Di Giusto
“Eshtebak” (Egito), de Mohamed Diab
“Funchi ni Tatsu” (Japão), de Kôji Fukada
“Omo Shaksh Sya” (Israel), de Maha Haj
“M’ever Laharim Vehagvaot” (Israel), de Eran Kolirin
“After the storm” (Japão), de Hirokazu Kore-eda
“Hymyilevä Mies” (Finlândia), de Juho Kuosmanen
“La larga noche de Francisco Sanctis” (Argentina), de Francisco Márquez e Andrea Testa
“Caini” (Romênia), de Bogdan Murica
“Pericle il Nero” (Itália), de Stefano Mordini
“The transfiguration” (Estados Unidos), de Michael O’Shea
“Uchenik” (Rússia), de Kirill Serebrennikov

Sessões fora de competição
“The nice guys” (Estados Unidos), de Shane Black
“Money monster” (Estados Unidos), de Jodie Foster
“Gok Sung” (Coreia do Sul), de Hong-Jin Na
“Disney’s the BFG” (Estados Unidos), de Steven Spielberg

Sessões da meia-noite
“Gimme danger” (Estados Unidos), de Jim Jarmusch
“Bu-San-Haeng” (Coreia do Sul), de Sang-Ho Yeon

Sessões especiais
“L’ultima spiaggia” (Itália/Grécia), de Davide Del Degan e Thanos Anastopoulos
“Hissein Habré, Une tragédie tchadienne” (Chade), de Mahamat-Saleh Haroun
“Exil” (Camboja), de Rithy Panh
“La mort de Louis XIV” (Espanha), de Albert Serra
“Le cancre” (França), de Paul Vecchiali

Competição de curtas-metragens
“La Laine sur le dos” (Tunísia/França), de Lotfi Achour
“Dreamlands” (Reino Unido), de Sara Dunlop
“Timecode” (Espanha), de Juanjo Gimenez
“Imago” (Filipinas), de Raymund Gutierrez
“Madre” (Colômbia/Suécia), de Simón Mesa Soto
“A moça que dançou com o diabo” (Brasil), de João Paulo Miranda
“Après Suzanne” (França), de Félix Moati
“4:15 P.M. Sparsitul Lumii” (Romênia), de Catalin Rotaru e Gabi Virginia Sarga
“Il silenzo” (Itália), de Farnoosh Samadi e Ali Asgari
“Fight on a swedish beach” (Suécia), de Simon Vahlne

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