‘F1’ não é só cinema, mas é sentir o volante nas mãos

Produção é estrelada por Brad Pitt

Warner Bros Pictures/Divulgação

Warner Bros Pictures/Divulgação

Em meados de 2022, o cineasta Joseph Kosinski, o piloto Lewis Hamilton, o ator Brad Pitt, junto da Apple começaram a realizar um projeto inusitado: uma história aos moldes de “Top Gun Maverick”, mas dentro das corridas reais de Fórmula 1.

Com as gravações ocorrendo durante uma temporada da modalidade, a empresa criou a fictícia equipe APXGP para participar das competições.

Se em Maverick, nos sentíamos dentro dos caças, em “F1” Kosinski nos transporta para atrás do volante, além de nos remeter à típica jornada de redenção.

Decidido a mudar os rumos da sua equipe de Fórmula 1, Ruben (Javier Bardem) resolve chamar para auxiliar nos trabalhos o experiente piloto Sonny Hayes (Pitt). Afastado das pistas há 30 anos, ele nota que para transformar a APXGP em uma campeã mundial, também deverá lutar contra fantasmas do passado e contra o ego do novato Joshua Pearce (Damson Idris)

O roteiro de Ehren Kruger (também responsável por “Top Gun Maverick”), lembra o espectador a todo momento ao mesmo estilo da jornada de Pete Maverick: o veterano playboy, que está ciente em ser o melhor no que faz, mas não liga para as consequências. Ao mesmo tempo que surge um embate com a nova geração, que não aceita esse cenário.

No entanto, diferentemente do citado, a trama deixa claro que por mais que Sunny seja bom atrás do volante, é preciso um trabalho em equipe conjunto para a vitória ser conquistada. Inclusive a naturalidade na atuação de Brad Pitt é muito bem demonstrada.

Se o ego de um engenheiro é grande, se uma técnica se atrapalha para parafusar um pneu, o fracasso vem. No entanto, se todos eles passarem a trabalhar em equipe, o resultado positivo é imediato. 

Essa mensagem facilmente consegue ser aplicada no dia a dia em diversas áreas, e por conta desse fator, o espectador compra a narrativa, mesmo se ele não entender absolutamente nada de Fórmula 1. Inclusive, o próprio roteiro não se preocupa em explicar alguns detalhes da modalidade.

Para aumentar ainda mais a imersão do público, Kosinski opta por tomadas internas dentro dos veículos, onde não apenas intercala enquadramentos nos rostos de Pitt e Idris, como posiciona a câmera em primeira pessoa e coloca o espectador na visão do piloto durante as corridas.

Tanto que o trabalho sonoro, seja na mixagem e edição de som nestes momentos, facilmente podem garantir a presença desta produção no Oscar 2026.

Como cereja do bolo a trilha sonora de Hans Zimmer e músicas de Led Zeppelin, Queen e Ed Sheeran, conseguem transpor exatamente as emoções que as sequências de ação transmitem.

Além disso, a figuração conta com pilotos reais como Max Verstappen e o próprio Hamilton, que assim como na vida real, também são vistos como os melhores pelos personagens. E claro, a presença de Ayrton Senna, remete mais uma vez que o Brasil ainda é importante na modalidade.

“F1” termina como uma grande e bela homenagem ao legado do que é o universo da Fórmula 1, e abre expande o leque para mais produções neste estilo em um futuro próximo.