Sandler acerta o buraco, e o coração, com ‘Um Maluco no Golfe 2’

Continuação foi feita 30 anos depois do original

Netflix/Divulgação

Netflix/Divulgação

Considerado um dos responsáveis por alavancar a carreira de Adam Sandler no cinema, junto de “Billy Madison”, “Um Maluco no Golfe” teve sua continuação levada em conta pela Universal e pelo próprio ator durante anos.

Por mais que o projeto não tenha saído pelo seu estúdio original, graças à parceria de 10 anos de Sandler com a Netflix, o projeto não apenas finalmente foi realizado, mas é um gratificante sinal de que, quando ele quer trabalhar e entregar algo realmente engraçado e interessante, ele faz.

A história se passa alguns anos depois do original, onde “Happy Gilmore” (Sandler) está falido, longe do golfe e vivendo com seus cinco filhos uma vida precária, depois de um acidente que custou a vida de sua esposa (Julie Bowen). Porém, quando sua filha caçula tem a possibilidade de fazer uma escola de balé em Paris, ele percebe que é a hora de retornar para a modalidade que o tornou famoso.

O roteiro do próprio Sandler com Tim Herlihy sabe que é necessário manter o mesmo ritmo cômico e manter a qualidade do antecessor. Se, nas últimas produções do primeiro, tínhamos uma sequência de piadas sem sentido, neste temos arcos mais dramáticos sendo enfatizados, ao mesmo tempo que há um timing para as piadas serem apresentadas (algo que ele errou em “Juntos e Misturados”).

Se, em uma cena, temos ele sofrendo o luto da esposa e consumindo bebidas alcoólicas, há um tempo até uma piada ser executada. Mesmo que algumas não funcionem, a grande maioria consegue se encaixar perfeitamente, muito pelo talento eclético do próprio Sandler.

Inclusive, há espaço para o humor nas breves aparições de nomes como Eminem e Kevin Nealon (que satiriza a qualidade precária do jornalismo atual).

Ao mesmo tempo, o texto ainda conta com um respeito com o talento de Christopher McDonald (“Shooter McGavin”) e Ben Stiller (“Hal L.”), pois seus personagens possuem bons arcos e ainda conseguem fazer rir sutilmente. No entanto, a grande surpresa foi “Bad Bunny” (Oscar Mejías) ter uma veia cômica e propor uma excelente química com Sandler.

“Um Maluco no Golfe 2” mostra que Sandler sabe fazer comédia como nos velhos tempos.