Adeus à cerca-viva: o motivo por trás da remoção das árvores na Anchieta-Imigrantes

Concessionário responsável pelo trecho afirma que a retirada atende norma do Contran e não causa impacto ambiental à Mata Atlântica

Sansão do Campo não é uma espécie nativa da Mata Atlântica, o que significa que sua retirada não causa impacto ambiental ao bioma da região

Sansão do Campo não é uma espécie nativa da Mata Atlântica, o que significa que sua retirada não causa impacto ambiental ao bioma da região | Renan Lousada/DL

Motoristas que trafegam pelo Sistema Anchieta-Imigrantes notaram a retirada da cerca-viva que separava as pistas na interligação entre as rodovias, na altura do bairro Jardim Nova República, em Cubatão.

A mudança gerou reclamações de populares, que encaminharam mensagens à redação do Diário do Litoral, questionando o motivo da derrubada das árvores.

Em nota, a Ecovias informou que a remoção dos arbustos da espécie Sansão do Campo atende à mais recente atualização do Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito, do Contran, que proíbe o uso de plantas espinhosas nesse tipo de aplicação.

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Segundo a concessionária, a intervenção está sendo realizada em todo o Sistema Anchieta-Imigrantes, tanto no trecho de Planalto quanto no trecho do Litoral.

A empresa reforçou ainda que o Sansão do Campo não é uma espécie nativa da Mata Atlântica, o que significa que sua retirada não causa impacto ambiental ao bioma da região.

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De acordo com a Ecovias, a medida faz parte do compromisso com a segurança viária de quem circula pelas rodovias.

Veja na galeria abaixo como está a interligação Anchieta-Imigrantes sem a cerca-viva:

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