Imagine a cena: você faz a mudança, organiza tudo e, na hora de instalar o fogão, descobre que o seu fiel botijão de gás não pode entrar no elevador. Pois é, essa já é a realidade de quem está pegando as chaves de um imóvel agora, na Baixada Santista.
A proibição não é implicância do síndico. A mudança vem “de cima”, impulsionada por uma atualização rigorosa nas normas do Corpo de Bombeiros e do mercado de seguros residenciais para este ano.
Risco
A ideia central é a segurança coletiva. Em prédios modernos, com estruturas cada vez mais complexas, ter dezenas de botijões P13 espalhados por cada unidade é visto como um risco alto demais.
Um pequeno vazamento em um andar alto pode comprometer o prédio inteiro. Por isso, os novos projetos já nascem sem o espaço para o botijão e, muitas vezes, até sem a tubulação para gás encanado na cozinha.
Imagem conceitual onde bombeiro faz fiscalização de segurança nos novos apartamentos do litoral de SP – IA/Diário do LitoralSeguro
Aqui é onde o bolso fala mais alto. Para um condomínio conseguir uma apólice de seguro em 2026, as seguradoras estão exigindo a eliminação de inflamáveis dentro dos apartamentos.
Se o prédio permite botijões, o valor do seguro dispara. Sem eles, o condomínio economiza e o morador ganha em tranquilidade. É uma conta que os administradores estão fechando rápido.
Indução
A grande estrela dessa mudança é o cooktop de indução. No começo, muita gente torce o nariz, mas a verdade é que ele ferve a água em segundos e não deixa aquele calor insuportável na cozinha.
Para quem mora no litoral, onde o calor não dá trégua, cozinhar sem fogo é uma benção. Além disso, a limpeza é muito mais simples: passou um pano, tá novo.
Imagem conceitual mostra moradores de um novo prédio no litoral de SP adaptando a fiação para o fogão de indução – IA/Diário do LitoralAdaptação
Se você está saindo de uma casa para um prédio novo, vale checar a fiação. O fogão de indução exige uma tomada específica e panelas que aceitem o magnetismo.
O botijão de gás está se despedindo das áreas urbanas densas. É o fim de uma era, mas o começo de uma rotina muito mais segura e fresca para quem vive em apartamento.
