O caos logístico no Centro-Oeste acaba de ganhar um inimigo de peso. A Ultracargo anunciou a construção de um duto de biodiesel de alta vazão em Rondonópolis (MT) que promete um feito impressionante: eliminar até 5 mil viagens de caminhão das rodovias da região anualmente.
Com um investimento estratégico, a tubulação vai conectar diretamente as plantas industriais ao terminal ferroviário, atacando um dos maiores gargalos do agronegócio brasileiro.
Logística de ‘vazão total’: Como funciona o projeto
A iniciativa, feita em parceria com a gigante COFCO International, foca na eficiência máxima. Em vez de depender exclusivamente do asfalto, o biodiesel agora seguirá por baixo da terra.
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Vazão Brutal: O duto terá capacidade para movimentar 280 m³ por hora.
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Menos Manobras: A conexão direta elimina etapas intermediárias de carga e descarga, reduzindo custos e riscos operacionais.
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Foco no Futuro: A obra prepara o terreno para a Lei do Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de biodiesel no diesel até 20% em 2030.
O fim do ‘engarrafamento’ na safra
No Mato Grosso, o crescimento da produção costuma ser mais rápido que o asfalto. Durante o período de safra, as rodovias operam no limite. O novo duto atua como uma ‘válvula de escape’, permitindo que o combustível flua com previsibilidade, sem depender do clima ou do trânsito pesado das BRs.
Bilhões em infraestrutura: O plano da Ultracargo
Rondonópolis é apenas uma peça do quebra-cabeça. Entre 2023 e 2025, a Ultracargo injetou R$ 1,2 bilhão em projetos multimodais por todo o Brasil. O objetivo é conectar as malhas ferroviárias aos principais terminais portuários:
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Santos (SP)
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Itaqui (MA)
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Suape (PE)
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Vila do Conde (PA)
‘Queremos estar onde há entraves para destravar e criar valor’, afirma Raphael Nascimento, diretor da companhia. Para o motorista que cruza o Centro-Oeste, o investimento significa estradas menos saturadas e uma logística que finalmente começa a sair do papel.