Agradecimento ao Bolsonaro? Wagner Moura ironiza ex-presidente ao comentar discurso do Oscar

O ator brasileiro Wagner Moura chamou atenção ao traçar um paralelo entre o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o ex-presidente americano Donald Trump durante participação em programa

A participação no programa americano ocorre em um momento importante da carreira do ator, que está em destaque na temporada de premiações com O Agente Secreto

A participação no programa americano ocorre em um momento importante da carreira do ator, que está em destaque na temporada de premiações com O Agente Secreto | Reprodução/TV Globo

O ator brasileiro Wagner Moura chamou atenção durante sua participação no programa Jimmy Kimmel Live!, exibido nos Estados Unidos, ao traçar um paralelo entre o ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro e o ex-presidente americano Donald Trump.

A entrevista foi ao ar no dia 4 de março, justamente quando Moura intensifica a campanha pelo Oscar graças ao seu papel principal no filme O Agente Secreto, indicado a diversas categorias, incluindo Melhor Ator.

Comparação entre líderes políticos

Durante a conversa com o apresentador Jimmy Kimmel, Moura mencionou episódios recentes da política brasileira e americana, citando contestação de resultados eleitorais e invasões de prédios institucionais.

Segundo o ator, esses acontecimentos permitiram estabelecer paralelos entre as trajetórias políticas de Bolsonaro e Trump.

Moura também comentou que, caso vença o Oscar, poderia fazer um agradecimento irônico semelhante ao de Kimmel, que em uma ocasião anterior fez menção sarcástica a Trump durante uma premiação.

Debate sobre democracia e política

A entrevista também abriu espaço para que o ator comentasse o cenário político internacional. Moura destacou que a imagem de estabilidade democrática dos Estados Unidos muitas vezes ignora episódios históricos de tensão social, como protestos por direitos civis.

Ele observou ainda que esses acontecimentos continuam influenciando debates políticos em diferentes países, inclusive no Brasil.

Segundo o ator, a resposta brasileira a episódios de tentativa de ruptura institucional reflete a experiência histórica do país com regimes autoritários.

Caso ‘Marighella’

Durante a entrevista, Moura também relembrou as dificuldades enfrentadas pelo lançamento do filme Marighella, dirigido por ele.

O longa estreou no Festival de Berlim em 2019, mas só chegou ao circuito comercial brasileiro em 2021.

Segundo o ator, o atraso teria sido influenciado por obstáculos relacionados ao contexto político do país na época, durante o governo Bolsonaro.

Campanha pelo Oscar

A participação no programa americano ocorre em um momento importante da carreira do ator, que está em destaque na temporada de premiações com O Agente Secreto.

O filme vem sendo apontado como um dos concorrentes relevantes na disputa pelo Oscar, ampliando ainda mais a projeção internacional de Wagner Moura.