Atacante campeão da Copa do Mundo de 1994 é condenado a 3 anos de reclusão, em regime aberto

Ídolo do Corinthians foi condenado pela Justiça de São Paulo na última segunda-feira (24)

O ex-jogador Viola, tetracampeão pela Seleção Brasileira e ídolo do Corinthians, foi condenado pela Justiça de São Paulo a três anos de reclusão, em regime aberto, por porte ilegal de um silenciador de arma de fogo de uso restrito, além de munições para uma espingarda calibre .12 (10 cartuchos) e para um revólver calibre .32 (19 cartuchos).

A pena foi substituída pela prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período e pelo pagamento de multa de um salário mínimo (valor da época dos fatos, ocorrido em 2012, corrigido pela inflação). A decisão foi tomada em primeira instância, e Viola ainda pode recorrer.

Entenda o caso

Em 2012, Viola foi detido em sua casa, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. De acordo com o Ministério Público, o ex-atleta teria sido notificado por um oficial de Justiça sobre uma liminar obtida por sua ex-companheira, que garantia a guarda provisória do filho e a retirada de pertences da residência.

“Revoltado com a decisão, Viola trancou-se na casa com o filho”, afirmou o promotor na denúncia. A polícia foi acionada e o ex-jogador acabou detido após os acessórios serem encontrados no interior de um armário, no closet de um dos quartos.

No processo, Viola defendeu-se alegando que não descumpriu a lei. Afirmou ainda que as munições encontradas eram compatíveis com as armas para as quais possuía porte. Em relação ao silenciador, alegou que pertencia a um cunhado, policial falecido durante a pandemia, que “praticamente vivia em sua casa”.

*Com informações do Uol