Avistamento de tubarões em extinção dispara no Litoral de SP; veja onde e espécies

Estudo da Unifesp registrou a presença de sete espécies, sendo que seis delas são classificadas como ameaçadas

Entre as espécies mais comuns estão o tubarão-martelo e o galha-preta

Entre as espécies mais comuns estão o tubarão-martelo e o galha-preta | Léo Francini/Unifesp

Disparou o avistamento de tubarões no Litoral de São Paulo. Os animais, ameaçados de extinção, podem ser avistados no arquipélago de Alcatrazes, uma unidade de conservação marinha, localizada a cerca de 35 km da costa no litoral norte de São Paulo, entre São Sebastião e Ilhabela.

Entre as espécies mais comuns estão o tubarão-martelo e o galha-preta. Quando adultos, esses peixes podem passar de 4 metros de tamanho.

O crescimento está relatado em um estudo publicado pelo Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (IMar/Unifesp) no início do ano.

Uma das hipóteses para o aumento recente dos avistamentos é a expansão e fortalecimento da área de proteção integral, conforme a pesquisa.

O estudo da Unifesp, realizado entre 2022 e 2023, registrou a presença de sete espécies de tubarões, sendo que seis delas são classificadas como ameaçadas de extinção.

Espécies de tubarões registradas durante estudo em Alcatrazes:

– Squalus cf. albicaudus – cação-bagre-da-cauda-branca
– Carcharias taurus – tubarão-mangona
– Carcharhinus plumbeus – tubarão-galhudo
– Carcharhinus falciformis – tubarão-seda
– Rhizoprionodon porosus – cação-frango
– Sphyrna lewini – tubarão-martelo-recortado
– Sphyrna zygaena – tubarão-martelo-liso

O local

O Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes é uma unidade de conservação federal administrada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Com pouco mais de 67 mil hectares, é a maior unidade de conservação marinha de proteção integral das regiões Sul e Sudeste e a segunda maior do Brasil. Já foram catalogadas mais de 1.300 mil espécies de flora e fauna na região, e ao menos 259 espécies de peixes estão protegidas.

Até a década de 1990, o arquipélago era alvo de exercícios de tiro realizados pela Marinha. Os projéteis destruíam os ninhos e afastavam as aves do lugar.

Após pressão de ambientalistas, o lugar se transformou em agosto de 2016, por meio de decreto federal, em Refúgio de Vida Silvestre.