Baixada Santista gasta mais de R$ 1 mi para reparar vandalismo

São Vicente é o município que contabilizou mais prejuízos. Segundo a prefeitura, já foram gastos R$ 600 mil com reparos a atos de vandalismo e furtos de patrimônio público.

A Baixada Santista gasta por ano R$ 1.141.949,00 para reparar os estragos causados por atos de vandalismo – e o valor pode ser maior, já que Cubatão, Peruíbe e Guarujá não responderam até o fechamento desta edição.

São Vicente é o município que contabilizou mais prejuízos. Segundo a prefeitura, já foram gastos R$ 600 mil com reparos a atos de vandalismo e furtos de patrimônio público. Somente com equipamentos na área de Cultura, foram desembolsados aproximadamente R$ 30 mil neste ano, valor utilizado com pintura de locais pichados e com a restauração de duas estátuas. Há também os gastos para substituir bocas de lobo, torneiras e cabos elétricos.

Praia Grande aparece em seguida, com gasto anual de cerca de R$ 360 mil com ações reparatórias. Os principais casos registrados por lá são relacionados à iluminação pública (lâmpadas e fiações).

Santos contabiliza prejuízo de quase R$ 200 mil. Assim como São Vicente, os equipamentos da Cultura são os maiores alvos dos atos desrespeitosos. Só neste ano, R$ 100 mil por ano foram gastos para reparar ou restaurar monumentos. Neste ano, por exemplo, já passaram por algum tipo de restauração o monumento do Surfista, no Posto 2, e o Marco Zero, na Praça Mauá.

As placas de sinalização de trânsito também costumam ser alvos de ataques. De acordo com a CET Santos, aproximadamente 300 placas são vandalizadas, gerando custo de R$ 70 mil por ano. As placas mais vandalizadas são a ‘Proibido Estacionar Ônibus e Caminhões’ e os suportes das placas.

Lixeiras também precisam ser trocadas frequentemente. Em 2019, 30 delas foram destruídas, deixando um prejuízo de quase R$ 12 mil. O Centro foi o bairro mais atacado.

Bertioga, Mongaguá e Itanhaém não informaram os valores gastos com atos de vandalismo, mas registram situações em comum como a destruição de pontos de ônibus, roubos de tampas de bueiro e fiação.

Bertioga relatou que os furtos de cabos têm causado diversos apagões na orla da praia, e que atos de vandalismo acontecem, em maioria, aos finais de semana e períodos de temporada.

LITORAL SUL

Abrigos de pontos de ônibus vandalizados, lixeiras queimadas e trincadas, estátuas com partes arrancadas. Esses são só alguns exemplos de depredação que o patrimônio público de Itanhaém sofre constantemente pela ação de vândalos, que agem na calada da noite ou durante o dia, onde são flagrados pelas câmeras de monitoramento espalhadas por todo o Município.

“Infelizmente quem paga por isso é a população, pois gera um impacto na economia da Cidade, que precisa fazer a substituição e poderia usar a verba para investir em outros serviços”, explica a prefeitura.

Exemplo disso estão as lixeiras públicas, que são alvo permanente de vândalos. Elas já foram trocadas diversas vezes. De outubro de 2018 até julho deste ano, a Secretaria Municipal de Serviços e Urbanização realizou a substituição de 280 novos equipamentos, por causa de atos de vandalismo.

A troca foi feita nos bairros do Suarão, Satélite, Centro (que compreende a orla em toda sua extensão), Boca da Barra, Praia dos Sonhos, Prainha, Praia dos Pescadores, Belas Artes e Cibratel. Ao longo dos anos, as 450 lixeiras que o Município possui foram furtadas, queimadas e trincadas. Somente no ano passado, a Administração substituiu 250 equipamentos.

Os abrigos de pontos de ônibus também sofrem depredações por parte de vândalos. Recentemente, um deles, que fica próximo ao CMTECE, foi incendiado, e outro, localizado no Suarão, novamente foi depredado.

A estátua em homenagem à novela “Mulheres de Areia” também foi vandalizada em fevereiro.