Baixada Santista participa hoje da Hora do Planeta

Os sessenta minutos de celebração são um lembrete pontual de como os hábitos interferem diretamente na natureza

Neste sábado, das 20h30 às 21h30, acontece mais uma edição da Hora do Planeta. Durante uma hora, cidades do mundo todo apagam as luzes para sensibilizar a sociedade e as empresas sobre as mudanças climáticas e seu impacto na biodiversidade e na vida das pessoas. 

Os sessenta minutos de celebração são um lembrete pontual de como os hábitos interferem diretamente na natureza. O símbolo 60+ mostra que todas as horas devem ser a Hora do Planeta. 

O Brasil também participa com mais de cem cidades e 1500 monumentos. Na Baixada Santista Santos, São Vicente, Cubatão e Mongaguá participam do evento. 

Em Santos, a Casa do Trem Bélico, Phanteon dos Andradas, MISS (Secretaria de Cultura) e a Praça da Independência ficarão apagados. Em São Vicente, será incentivado que as casas também apaguem as luzes, além dos espaços municipais.

Já em Cubatão, a prefeitura e o Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT) vão apagar as luzes, e em Mongaguá pontos simbólicos da cidade como o Belvedere e a imagem da Padroeira ficarão sem luz, além de divulgação digital alusiva ao tema.

O movimento nasceu em 2007, na cidade de Sydney, na Austrália, e desde então vem ganhando o mundo, com cada vez mais adeptos. Em 2018, a Hora do Planeta teve a participação de cidades e municípios em 188 países e territórios, contabilizando mais de 17 mil ícones ou monumentos apagados. 

Ação

Para o ambientalista Bruno Lima, professor e colaborador da ONG Observatório do Clima, o movimento é importante e didático mas poderia ser realizado com maior frequência durante o ano.

“Quem participa, geralmente, já tem consciência ecológica, então acredito que se essa ação fosse feita mais vezes, incluindo escolas, chamaria mais atenção. Quando as pessoas percebem como os seus hábitos influenciam o planeta, elas realmente mudam”, explica. 

Outro movimento considerado importante por ele é a Segunda sem Carne, que consiste em, pelo menos um dia da semana, substituir a proteína animal pela vegetal. 

A atitude visa chamar a atenção em relação a forma como as indústrias lidam com os animais de abate (atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais por ano em todo o mundo para alimentação humana) e o impacto da pecuária no meio ambiente. 

A atividade é uma das maiores geradoras da poluição atmosférica, além de produzir grande quantidade de excrementos e erosão. É também a principal causa por trás da destruição de florestas tropicais e outras áreas naturais, já que são desmatadas para se tornarem pastos.