As eleições terminaram, o prefeito de Itariri, Dinamérico Peroni (PSDB) foi reeleito para mais um mandato e comandará o Município até 2024, mas a política da Cidade ainda possui resquícios de 2020.
Antes da virada do ano, a Câmara enviou ao Ministério Público (MP) o relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), responsável pela apuração de denúncias de irregularidades sobre o último pleito.
O denunciado é o próprio prefeito e sua chapa, acusados de envolvimento em supostas irregularidades, abuso de poder econômico e o uso indevido da máquina pública.
O prefeito entrou com pedido de liminar para suspender os trabalhos da CPI mas o pedido foi negado pelo juiz. Ele entrou em segunda instância (pedido de agravo) e perdeu novamente.
CPI.
A CPI foi composta pelos vereadores Josimar da Teixeira (presidente na última legislatura), Milene Damasceno (relatora) e Luiz Antonio Franco Alixandria (membro).
A primeira denúncia diz respeito a uma doação de campanha. Segundo relatório, um empresário teria doado R$ 20 mil à campanha de Dinamérico Peroni no dia 20 de outubro, data em que sua empresa assinou o contrato para fornecer mão de obra para expansão da iluminação pública por R$ 168 mil.
Coincidência, ou não, os vereadores responsáveis pela CPI alertam o MP que o proprietário da empresa seria também engenheiro de uma cooperativa que, por muito tempo, teria como presidente o prefeito Peroni.
Segundo a CPI, caminhões da cooperativa são usados pela empresa que ganhou a licitação e até o endereço para entrega do material usado no trabalho de expansão da rede de iluminação é o da cooperativa e não da Prefeitura.
Os parlamentares também acusam o prefeito de ter descumprido decreto municipal que impede atividades que geram aglomeração na Cidade por conta da Covid-19 ao, durante sua campanha, visitar eleitores em casa e manter sua equipe uniformizada se aglomerando sem máscara e distanciamento nas comemorações pós-eleições.
O relatório enviado ao MP concluiu que o prefeito Dinamérico Peroni teria cometido improbidade administrativa ao violar a lei de licitações que prevê legalidade, impessoalidade e moralidade
pública.
Também de promover atos contra a saúde pública ao mesmo tempo que usava poder de fiscalização e polícia para impedir que seus adversários políticos fizessem campanha igual a dele. Procurada, a Prefeitura não se posicionou.
