Caninana graúda de mais de dois metros é encontrada em trilha e chacoalha o rabo; VÍDEO

A caninana pode ultrapassar facilmente os dois metros e meio de comprimento e é conhecida pela agilidade

O registro foi feito pelo monitor ambiental Guilherme de Paula, que seguia pela trilha para iniciar seu plantão, quando se deparou com o animal no caminho

O registro foi feito pelo monitor ambiental Guilherme de Paula, que seguia pela trilha para iniciar seu plantão, quando se deparou com o animal no caminho | Guilherme de Paula

Uma caninana (Spilotes pullatus) com mais de dois metros de comprimento foi encontrada na trilha entre a praia do Guarauzinho e a Praia do Arpoador, em Peruíbe, dentro do Parque Estadual do Itinguçu. A área é protegida e possui visitação restrita, permitida apenas com acompanhamento de monitor ambiental cadastrado na unidade.

O registro foi feito pelo monitor ambiental Guilherme de Paula, que seguia pela trilha para iniciar seu plantão, quando se deparou com o animal no caminho.

“Eu estava andando na trilha e indo fazer o plantão da monitoria. Nessa caminhada eu flagrei essa linda caninana que tinha mais de dois metros. Se você olhar o vídeo, vai perceber que eu não encostei nela, pois só cheguei e fiz a filmagem. Mesmo assim, ela se sentiu incomodada com a minha presença e saiu fora”

No vídeo, é possível perceber que o animal se sentiu ameaçado e passou a balançar a cauda, em uma tentativa de intimidar o possível agressor.

Vídeo

De acordo com a bióloga Ligia Amorim, doutoranda pela Unesp, a caninana pode ultrapassar facilmente os dois metros e meio de comprimento e é conhecida pela agilidade.

“Essa cobra chega fácil aos 2 metros e meio, de pura elegância, beleza e brabeza. É totalmente inofensiva, pois só tem tamanho. Quando se sente ameaçada, infla o pescoço para parecer maior, balança a cauda e finge que é o bicho mais perigoso do mundo. É uma grande aliada porque ajuda a controlar a população de ratos e pode comer anfíbios e, às vezes, aves”

A espécie é nativa da América Central e do Sul e possui hábito semiarborícola. No Brasil, vive desde o litoral nordestino até a região amazônica, além de grande parte do Centro-Sul. Por se adaptar bem à Mata Atlântica, pode ser encontrada em qualquer área preservada do litoral de São Paulo e do Vale do Ribeira.