Os casos de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti aumentam no verão. A alta umidade relativa e o clima quente da Baixada Santista aceleram o desenvolvimento do vetor, tornando a região propícia ao crescimento da doença.
Em novembro, no Dia Nacional de Combate ao Aedes Aegypti, o Diário do Litoral entrevistou o infectologista Evaldo Stanislau, que fez um alerta: há risco de surto de dengue na região em 2019.
“Nos últimos anos, a região apresentou baixos números de casos, dizemos que estamos em queda, sem epidemia, por isso há um risco concreto de surto em 2019”, comentou Stanislau.
O último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de 2018, apontou que São Vicente estava em situação de risco de surto de dengue, zika e chikungunya. Já as cidades de Guarujá, Cubatão, Santos, Itanhaém e Peruíbe estavam em situação de alerta. Bertioga, Praia Grande, Mongaguá apresentaram índice satisfatório.
Os municípios alegam que, por conta do verão, estão intensificando as atividades de combate ao mosquito. Uma das principais ações é a visita a residências e pontos comerciais, além de terrenos e outros locais com possível foco do Aedes.
EM RISCO
Em São Vicente – única cidade ‘em risco’ da Baixada no último LIRAa – o Departamento de Controle de Doenças Vetoriais executa atividades de busca e resolução de focos larvários.
A Secretaria de Saúde possui o mapeamento da infestação de Aedes aegypti. A última foi feita em outubro de 2018. Os dados de densidade do vetor vêm sendo observados sistematicamente pela coordenação, que tem alertado a população e instâncias superiores sobre o avanço do mosquito transmissor, além do aumento de sua adaptação a diferentes criadouros.
ALERTA
Entre outras ações, a cidade de Santos tem 461 armadilhas, sendo 22 na área portuária, que atraem as fêmeas do mosquito Aedes aegypti. Semanalmente, as armadilhas são vistoriadas e os bairros que apresentam maior concentração de fêmeas de Aedes aegypti recebem mutirões.
A Secretaria de Saúde de Cubatão está implantando a coleta de hemograma nas UBSs com devolução do resultado em até 24 h, assim como orientações in loco sobre o Protocolo de Manejo Clínico da Dengue.
O acompanhamento da situação epidemiológica também utiliza a ferramenta Diagrama de Controle, que classifica o período epidêmico em cenários de risco.
Guarujá está realizando mutirão de retirada de criadores nos setores de maior infestação larvária; distribuição nas praias de material educativo, tenda inflável e teatro de fantoches; monitoramento dos casos suspeitos e confirmados de dengue, chikungunya, zika e febre amarela; monitoramento laboratorial e busca ativa de notificações; realização de Bloqueio Controle de Criadouros (BCC) em todos os casos suspeitos de dengue, chikungunya , zika e febre amarela; entre outros.
A Prefeitura de Itanhaém realiza orientação da população e monitoramento dos imóveis e terrenos pelos agentes de saúde e de endemias, atendimento às denúncias, atividades educativas e bloqueio em áreas de risco suspeitas de haver foco ou proliferação.
Já o município de Peruíbe está realizando a confecção do plano de arboviroses municipal, onde constará o fluxo de atendimento na unidade de pronto atendimento e unidades básicas de saúde, ações educativas em parceria com outros setores.
OUTRAS CIDADES
Mesmo com índices satisfatórios, as outras cidades continuam realizando trabalho de combate ao mosquito durante todo o ano e que as mesmas estão sendo intensificadas durante o verão.
