Os preços do arroz devem permanecer firmes ao longo de 2024, sustentados pela provável quebra na safra gaúcha, pelo aumento das exportações e, principalmente, pelos menores estoques, na comparação com o ano passado. E o custo para o consumidor deve subir especialmente no segundo semestre. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/USP), hoje os preços já estão nos maiores patamares históricos em termos reais, isto é, descontada a inflação. Mas, com o avanço na colheita, nas próximas semanas os valores atuais até podem cair.
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E esse movimento de baixa deve se intensificar entre março e abril. Esse período também será favorável ao consumidor devido à necessidade de “fazer caixa” dos produtores para pagar o custeio das lavouras. Isso vai elevar pontualmente a disponibilidade doméstica e, consequentemente, pressionar para baixo os valores.
Contudo, dois pontos devem ser destacados: há produtores que tiveram de replantar as lavouras devido a alagamentos extraordinários nas áreas de plantio do Rio Grande do Sul. E as várzeas do litoral norte do Estado concentram quase 70% da produção nacional.
Além disso, os produtores vêm sofrendo há anos com baixos retornos. Ou seja, um eventual aumento no consumo com o aumento da renda das famílias, aliado aos baixos estoques e ao aumento nas exportações, devem motivar os fazendeiros a buscar uma margem de lucro maior neste ano. As exportações tendem a crescer devido a problemas climáticos na Ásia, especialmente na Índia, que abriga a maior população do mundo.
