Cetesb: Extensão de danos do incêndio será revelada nos próximos dias

Os primeiros resultados das amostras coletadas devem ser divulgados já neste fim de semana, outros laudos devem ficar prontos nos próximos três ou quatro dias

A extensão dos possíveis danos ambientais causados pela fumaça tóxica oriunda da queima de produtos químicos contidos em contêineres do terminal da Localfrio, na Margem Esquerda do Porto de Santos, só deve ser conhecida nos próximos dias. A informação é da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).

Em entrevista à imprensa na tarde de ontem, o  gerente do setor de atendimento à emergência da Cetesb, Jorge Luiz Nobre Gouveia, afirmou que foram colhidas amostras do estuário. “Foi mobilizado o pessoal de coleta de amostra que neste momento está fazendo o monitoramento no estuário para verificar se há mortandade de peixes e coleta de amostras”.

Segundo Gouveia, os primeiros resultados das amostras coletadas devem ser divulgados já neste fim de semana, outros laudos devem ficar prontos nos próximos três ou quatro dias.

Quanto aos impactos ambientais, o representante da Cetesb disse que ainda não é possível dizer se houve ou não dano à fauna e à flora. “Nós estamos há 24 horas (ontem) do início do acidente e ainda há muito o que se avaliar, fazer levantamento, ter todos os elementos para poder conhecer de fato a extensão, mesmo após encerrada a operação, ainda serão feitas outras análises para avaliação posterior”, declarou.

Questionado se a empresa será multada, Gouveia afirmou que somente depois dos laudos será possível avaliar se cabe autuação ou não.

Quanto à fumaça tóxica estar afetando à população, principalmente a residente no distrito de Vicente de Carvalho, o gerente da Cetesb afirmou que o órgão estadual está atuando em conjunto com outros órgãos. “A gente está fazendo esse trabalho junto com a Defesa Civil e Corpo de Bombeiros. Qualquer percepção nossa de que isto possa estar afetando a população, nós estaremos passando esses dados para o setor de saúde da Defesa Civil. É uma decisão em articulação com todos os órgãos, não é uma decisão unilateral do órgão estadual”.

Porém, o monitoramento da qualidade do ar ainda não começou. Gouveia afirma que a análise do ar começará a partir da chegada dos equipamentos necessários à região, mas segundo ele, ainda não há previsão para a chegada dos aparelhos.

Mas, de antemão, Gouveia reconhece que a fumaça tóxica causou dano ambiental. “Qualquer lançamento de produto na atmosfera algum dano tem, agora esse dano a gente ainda está fazendo esses levantamentos”.