Localizada no coração do Morumbi, em São Paulo, a residência do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira não era apenas uma casa, mas uma declaração de poder. Avaliada em quase um quarto de bilhão de reais, a propriedade assinada por Ruy Ohtake escondia detalhes que desafiam a imaginação.
Os números surreais do imóvel:
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Tamanho: Mais de 8.000 m² de área construída.
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Segurança: Vidros à prova de balas e garagem com vaga ‘isolável’ contra invasões.
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Ostentação: Paredes revestidas em couro com detalhes em ouro.
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Autonomia: Casa de máquinas capaz de abastecer uma cidade de 5.000 pessoas.
Um ‘museu’ particular no Morumbi
O interior da mansão parecia um castelo europeu. A sala de jantar ostentava uma mesa de mogno de 1850 (trazida da Inglaterra) avaliada em R$ 650 mil, sob uma luminária de R$ 700 mil. Nas paredes, obras de gênios como Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti.
O colapso: De palácio a massa falida
Tudo mudou em 2005. Com a falência do Banco Santos e um rombo de R$ 2,7 bilhões, o ‘mundo particular’ de Edemar desmoronou:
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A mansão foi incorporada à massa falida do banco.
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O acervo de arte foi confiscado pela justiça.
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Após anos de tentativas, a casa foi arrematada por apenas R$ 27,5 milhões — uma fração do seu valor original.
O último capítulo de Edemar Cid Ferreira
O contraste final é marcante. O homem que circulava entre esculturas de Brecheret e vinhos raros terminou a vida em uma residência emprestada por amigos. Edemar faleceu em janeiro de 2024, aos 80 anos, deixando para trás o rastro de uma das maiores histórias de glória e ruína do mercado financeiro brasileiro.