Comportas dos canais de Santos vão ser entregues em outubro

Com quatro meses de atraso, as novas comportas dos canais de Santos serão entregues mês que vem

Com quatro meses de atraso, as novas comportas dos canais de Santos serão entregues em outubro. O atraso ocorreu, segundo a prefeitura, devido às ressacas e condições climáticas.

Considerada uma obra complexa, as instalações precisaram acompanhar a baixa da maré porque a área precisava estar seca, na medida do possível. Para isso, foram colocados dezenas de sacos de areia para isolar o local de trabalho e uma bomba para retirar a água acumulada.

Por causa desses fatores, foi preciso aditar o contrato em relação ao tempo para a conclusão da obra, previsto até então para junho deste ano.

Foram substituídas seis comportas nos canais da praia, do Canal 1 ao 6, e quatro intermediárias (duas no Canal 1 com as ruas Delfino Stockler de Lima e Francisco Manoel, uma no Canal 4 com a Bacia do Macuco e outra no Canal 5 com a Rua Aureliano Coutinho).

Porém, ainda falta a fixação de três comportas intermediárias – canais 1 e 4 – e a da praia, no canal 6; e a conclusão do processo de automação de todas as comportas instaladas. Os serviços foram orçados em R$ 2,3 milhões, vindos do Fundo estadual de Recursos Hídricos.

As comportas que foram trocadas eram de ferro, tinham mais de 40 anos e estavam enferrujadas por causa da salinidade do mar. Agora, os dez novos dispositivos são de aço inoxidável para aumentar a durabilidade.

Agilidade

A promessa é que as novas comportas tornarão o sistema de drenagem da cidade mais eficiente, inclusive diminuindo os alagamentos. Isso porque os equipamentos deixarão de ser controlados de forma manual, para um procedimento remoto, via cabos de fibra ótica.

Com as substituições, a Secretaria de Serviços Públicos (Seserp) estipula que o tempo de operacionalização desses dez equipamentos será reduzido de uma hora e meia para cinco minutos.

O acionamento será feito a partir de uma central de monitoramento localizada na Ilha de Conveniência, na orla da praia do Boqueirão. Posteriormente, será realizado no Centro de Controle Operacional (CCO), que está sendo construído no embasamento do Paço Municipal, no Centro.

Funcionamento

A equipe responsável pelo monitoramento dos canais é composta por sete funcionários que se revezam em turnos diários e noturnos para que a operação seja mantida 24 horas.

Eles passam em todos os canais para verificar se há lixo e se os interceptores estão funcionando normalmente. Quando há necessidade de limpeza, a Prodesan é acionada.

Ao voltar para a base, informam os dados do monitoramento em um relatório diário em parceria com a Semam (Secretaria Municipal do Meio Ambiente). O acompanhamento do clima é feito por meio de radares e satélites que indicam se há previsão de chuvas, ressacas e o movimento da maré.

Se não tem chuva forte as comportas ficam fechadas. Se chove, a primeira a ser aberta é a do canal 3 porque as ruas do entorno ficam abaixo do nível do mar e enchem com mais facilidade.

O pior cenário é quando chove forte e a maré está alta: se abrir as comportas entra areia nos canais e a água do mar se encontra com a que vem do estuário, causando alagamentos.