A Câmara de Peruíbe foi palco de um tumulto na noite desta quarta-feira (15) durante a votação do Projeto de Lei (PL) 184/2025, que propunha a realização de rodeios na cidade.
O plenário ficou dividido entre os defensores do rodeio e os ativistas da causa animal.
Veja alguns momentos da sessão no vídeo abaixo:
Após a votação, que resultou na rejeição da proposta, houve confusão, gritos e intervenções da Polícia Militar.
Votaram a favor do rodeio:
- Fábio Mariano (PL)
- Julinho (União Brasil)
- Pedrinho D’Lara (Avante)
- Serginho Fonseca (PSDB)
- Sérgio Teté (PP)
Votaram contra o rodeio:
- Adriana Lima (PT)
- Socorro Mendonça (PSB)
- Cristen Charles (MDB)
- Daniela Teles (PSDB)
- Fernando Huraguti (PP)
- Gustavo Tamer (PSB)
- Kaio Lima (Republicanos)
- Nelsinho do Posto (PSD)
- Rodrigo Silva (PSDB)
A rejeição da proposta foi celebrada como uma vitória histórica pelos ambientalistas e ativistas da causa animal. Eles destacam que a derrota do rodeio se soma a outras batalhas vitoriosas, como as contra a construção da Usina Nuclear, a Termoelétrica e o Porto Brasil.
“Alguns vereadores ignoram totalmente o trabalho que a proteção animal desenvolve nesta cidade, uma parceria produtiva entre o poder público e a sociedade civil que trouxe grandes avanços na construção de políticas públicas e no atendimento às demandas da população”, disse Mari Polachini em suas redes sociais.
Ela ainda destacou: “Para muitos, a causa animal se resume a ‘cachorros abandonados nas ruas’, esquecendo que o trabalho envolve todas as espécies e deve ser pautado pelo respeito e pela proteção”.
Confusão após a votação
A sessão, marcada por tensões, registrou momentos de confronto após a rejeição da proposta. O vereador Fábio Mariano (PL) acusou um ativista de calúnia, e o suspeito foi conduzido à delegacia pela Polícia Militar. Em outro episódio, um militante pró-rodeio tentou agredir fisicamente o vereador Nelsinho do Posto (PSD), mas foi rapidamente contido pela equipe de segurança.
A atuação ágil da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar foi essencial para restabelecer a ordem nas dependências da Câmara e evitar uma escalada maior de violência.
