Conheça a cobra ligeirinha de um metro e oitenta filmada em uma casa no litoral de SP

Quem fez o vídeo foi a Produtora de Eventos, Emanoela Tavares, que disse que é normal encontrar com elas em sua residência

De acordo com a bióloga, Lígia Amorim, que trabalha no Butantan, a cobra filmada é inofensiva

De acordo com a bióloga, Lígia Amorim, que trabalha no Butantan, a cobra filmada é inofensiva | Márcio Ribeiro

Uma Caninana (Spilotes pullatus) foi filmada rastejando tranquilamente no alto de uma casa em Peruíbe, no bairro Guaraú. Na oportunidade, ela andou por um bambu e também entre as madeiras de um telhado.

Quem fez o vídeo foi a Produtora de Eventos, Emanoela Tavares, que disse que é normal encontrar com elas em sua residência, já que mora ao lado da restinga, manguezal e praia.

“Elas sempre aparecem e ficam por aqui, pois o quintal é bem rico.  Aqui vem muitos pássaros, lagartos e até os caranguejos entram em casa. A mãe da cobra que está (ou estava) aqui deve ter aproximadamente 1 metro e 80 por aí. Eu tenho um 1,73 e eu vi que ela é maior que eu”,  disse ela. 

De acordo com a bióloga, Lígia Amorim, que trabalha no Butantan, a cobra filmada é inofensiva, apesar de ser grande, pois pode chegar a quase dois metros e atinge com facilidade o comprimento de um metro e oitenta. A especialista disse que a Caninana se alimenta de pequenos roedores, aves e que ela é arborícola, por isso a maioria dos registros feitos desta espécie mostram ela no alto.

“A  parte da cauda dela é bem grande justamente para poder auxiliar “nas andadas” nas árvores. Ela é  do tipo imponente,  muita gente tem medo porque acha que é venenosa,  justamente porque ela dá botes, infla o pescoço, mas  você vê que o comportamento é defensivo, para se parecer maior e intimidar o predador. Acho um bicho incrível! “

Caninana

A caninana (Spilotes pullatus) possui tons de cores que mesclam o preto e o amarelo e passa a impressão de ser um bicho perigoso, mas é um bicho inofensivo e não peçonhento. Considerada uma serpente muito ágil, é encontrada em todos os biomas brasileiros, com exceção dos Pampas e é mais ativa durante o dia. Ela também pode ser vista em outros países das Américas do Sul, Central e do Norte.