Consumo de mexilhões pode ter causado intoxicações no litoral de SC; entenda

Restaurantes e consumidores devem atentar para adquirirem moluscos bivalves

Consumidores devem ficar atentos para adquirirem moluscos bivalves com Serviço de Inspeção Oficial

Consumidores devem ficar atentos para adquirirem moluscos bivalves com Serviço de Inspeção Oficial | Márcio Ribeiro/DL

Após ser informada de que teriam sido constatadas pessoas com sintomas semelhantes à intoxicação por ficotoxina, após o consumo de mexilhões, a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) coletou amostras de moluscos bivalves nos municípios de Florianópolis, Palhoça, Imbituba e Laguna e os resultados foram divulgados nesta sexta (03). 

Nas amostras coletadas em áreas de produção (fazendas marinhas) dos municípios de Florianópolis e de Palhoça não foram detectadas a presença de ficotoxina e, portanto, o consumo de moluscos provenientes dessas áreas não oferece risco à saúde pública, de acordo com o órgão. 

No entanto, todas as amostras de mexilhões coletadas em ilhas e costões dos municípios de Florianópolis, Imbituba e Laguna, demonstraram níveis acima do limite previsto na legislação para ácido okadaico, ou seja, a detecção da presença de ficotoxinas em quantidade suficiente para causar intoxicação em humanos em caso de consumo.

Diante disso, o órgão estadual alertou as pessoas para não consumirem moluscos bivalves retirados dos costões e ilhas dos municípios afetados e para darem preferência àqueles provenientes de áreas de cultivo onde é feito o monitoramento o ano todo. 

Os restaurantes e consumidores devem atentar para adquirirem moluscos bivalves com Serviço de Inspeção Oficial (SIM, SIE, SIF), garantindo assim a procedência e inocuidade destes produtos.

A alga Dinophysis, quando em proliferação, libera a toxina ácido okadaico, que é absorvida pelos moluscos ao filtrarem a água do mar. Apesar de provocar sintomas gastrointestinais em humanos que se alimentarem dos moluscos contaminados, a toxina não prejudica a saúde destes animais. Em caso de enjoo, diarreia e vômito, que podem ser sintomas de intoxicação, é importante procurar atendimento médico e notificar a Vigilância Sanitária da sua cidade.

Vale lembrar que o defeso do mexilhão (Perna perna) acabou no dia 31 de dezembro e que não há informações da presença desta toxina no Estado de São Paulo, ao menos por enquanto.