Cresce número de estandes de empresas de Comunicação na Feira de Carreiras na UniSantos

O evento é tradicional na universidade e busca aproximar o mercado de trabalho aos estudantes

Os futuros jornalistas acharam na feira uma perspectiva de que pode, sim, haver mercado para Jornalismo no futuro

Os futuros jornalistas acharam na feira uma perspectiva de que pode, sim, haver mercado para Jornalismo no futuro | Nair Bueno/DL

No último dia 23, foi realizada a 25ª edição da Feira das Carreiras e Inovação da Universidade Católica de Santos (UniSantos), no campus Dom Idílio Soares. Já tradicional, o evento busca aproximar o mercado de trabalho aos estudantes, conforme a própria organização detalha: “estabelecer relacionamento com diversas instituições empregadoras de diversos setores e entender o que é necessário para fazer parte delas, seja como estagiário, seja como profissional pleno”.

O que se viu nos corredores do campus da Vila Mathias foi um clima de euforia dos alunos de Jornalismo. Cada vez mais incertos com a profissão e o cenário mundial com a Inteligência Artificial, os futuros jornalistas acharam na feira uma perspectiva de que pode, sim, haver mercado para Jornalismo no futuro. Não passou despercebido pelos estudantes que o número de empresas do setor aumentou, se comparado ao ano de 2023. Diário do Litoral, TV Thathi e o Grupo Tribuna foram as mais requisitadas pelos que frequentaram a Faculdade de Comunicação de Santos.

Douglas, aluno de 19 anos que está no quarto semestre de Jornalismo, afirmou que a feira lhe deu a certeza do rumo que queria seguir. Ter conhecido melhor o mercado e ter dialogado diretamente com referências da área na Baixada Santista, como o jornalista Nilson Regalado e o repórter e apresentador João Leite, motivou uma reflexão sobre a profissão. E a conclusão foi que ser jornalista é ter vontade, não ter medo e nunca desistir.

Na mitologia grega existe uma ave semelhante a uma águia, com penas vermelhas e douradas, que, após 500 anos, seu corpo é tomado por chamas e reduzindo-o a cinzas e poeira. Quando todos pensam que a criatura está morta, dessas cinzas surge uma nova Fênix.

E o crescimento no número de estandes da área de Comunicação mostrou que, por mais que acreditem que a profissão de jornalista acabará com o tempo, na verdade, ela nunca irá acabar, ela apenas se transforma, muda sua forma e estrutura, mas estará sempre viva, tal qual uma Fênix.

Luis Henrique Silva Gomes*
Estudante de Jornalismo cursando o quarto semestre na UniSantos