Um desempregado de 21 anos chamou um investigador da Polícia Civil negro, de 51 anos, de “macaco de distintivo” e ainda o chutou, na madrugada desta terça-feira (6), na Delegacia Sede de Praia Grande. O ataque ocorreu enquanto o desempregado já era autuado em flagrante por desacato e resistência contra policiais militares que o abordaram no bairro Guilhermina.
A injúria racial, cuja pena de reclusão varia de 1 a 3 anos, e multa, agravou a situação criminal do homem, que passou a responder por três crimes. O desacato tem pena de detenção de 6 meses a 2 anos ou multa, enquanto o crime de resistência tem pena de detenção de 2 meses a 2 anos.
Devido à agressividade do desempregado na delegacia, antes mesmo do crime de injúria racional, ele chegou a ser levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Irmã Dulce, onde ele foi medicado e liberado para retorno à Delegacia Sede.
A ocorrência envolvendo o homem foi iniciada às 2h50 da madrugada. Com indícios de que estava sob efeito de substâncias entorpecentes e álcool, ele estava na calçada do prédio onde reside, na Rua Venezuela, com um televisor nos braços. Ao visualizar os PMs, ele quebrou o aparelho no chão.
De pronto, segundo a PM, o homem passou a ofender os policiais e disse para um deles “o enfrentar sem a farda”. Na sequência, o desempregado ainda tentou atingir o policial com um soco.
Uma familiar do homem, que o cria desde pequeno, disse aos PMs que ele tem problemas psicológicos e que usa entorpecentes, o que potencializa os efeitos. Na madrugada, segundo ela, o familiar quebrou objetos dentro de casa durante um surto.
Diante dos atos violentos, ela disse que saiu da residência e conseguiu ligar para a PM.
Até a conclusão do registro do caso, na manhã desta terça, o acusado ainda não tinha advogado.
