Um grupo de cinco engenheiros eletricistas, estudantes da Esamc Santos, desenvolveu um drone marítimo inédito a fim de reforçar a segurança dos terminais portuários contra o tráfico internacional de drogas, que utiliza o Porto de Santos. Segundo informações da Receita Federal e da Polícia Federal, até 3 de outubro deste ano já haviam sido localizados 17.217 kg de cocaína.
Foram esses números cada vez maiores que motivaram os engenheiros Henrique Cunha, Jefferson Santos, Leandro Zipolli, Leonardo Azevedo e William Silva a estudarem métodos utilizados pelos criminosos e os recursos existentes nos terminais portuários. Durante pesquisa, o grupo identificou que os terminais já possuem uma série de equipamentos de segurança como câmeras, equipes de vigilância, scanner e detectores de metal, porém, não existe nenhum recurso para detectar embarcações não autorizadas do lado oposto em que o navio encontra-se atracado.
“O equipamento será usado pela equipe de segurança da instalação sempre que um navio estiver atracado em seu costado, assim será possível prevenir que barcos, mergulhadores e/ou objetos que não sejam previstos pela operação se aproximem do navio e cometam alguma prática ilícita”, explica o engenheiro Leandro Zipolli.
Funcionamento
Diferentemente dos drones aéreos já conhecidos, o equipamento é uma embarcação não tripulada em formato catamarã, com dimensões de 4 metros de comprimento, 2,10 metros de largura, 2,50 metros de altura, e peso de 375 kg distribuídos nos dois cascos. O drone foi desenvolvido para funcionar de forma autônoma, com utilização de um sistema elétrico que descarta o uso de combustível fóssil.
A recarga das baterias pode ocorrer através da rede elétrica convencional, enquanto o equipamento estiver fora de uso, ou através da energia solar, quando estiver em operação. A detecção de aproximação, seja uma embarcação ou pessoa, será feita através dos equipamentos de radar e sonar.
Câmeras fixas serão responsáveis pelo monitoramento em 360 graus e uma câmera com recurso térmico para zoom também foi implantada para visualização em ambientes escuros e longas distâncias. O controle do drone será feito de dentro do terminal, onde o operador poderá posicionar o equipamento por GPS ou por controle remoto (joystick). Ao receber um sinal, seja por sonar, radar ou câmera, um alerta será emitido ao operador e ele poderá tomar providências.
