Na manhã desta quarta-feira (18), o espaço da cidade de São Vicente será tomado por foguetes. Mas calma, caro leitor: trata-se de objetos feitos com garrafas PET, elaborados por alunos da rede municipal vicentina.
Um grupo com 15 alunos da Unidade Educacional Carolina Dantas (Catiapoã) participa, a partir das 8h desta quarta-feira (18), de uma atividade especial no 2º Batalhão de Infantaria Leve Aeromóvel “Martim Afonso” (Av. Antônio Emmerich, 975 – Vila Cascatinha).
A vivência faz parte da Olimpíada Brasileira de Foguetes, que premia os grupos cujos lançamentos alcançarem as maiores distâncias.
A experiência faz parte da Olimpíada Brasileira de Foguetes/PMSV No período da tarde, mais 15 estudantes da UE Pastor Joaquim Rodrigues da Silva (Av. João Francisco Bensdorp, 301 – Náutica III) participam da ação a partir das 13h, no espaço externo da própria unidade escolar.
A iniciativa é realizada por meio de uma parceria entre o cursinho Cellula Mater — voltado para estudantes que desejam ingressar em escolas técnicas públicas — e o Núcleo de Educação Ambiental da Secretaria de Educação (Seduc). A proposta utiliza materiais recicláveis na criação dos foguetes e une as disciplinas de ciências e matemática de forma leve, prática e voltada ao aprendizado.
A situação é bem comum e já aconteceu em outras vezes. Relembre a experiência dos alunos em 2023: Alunos de SV lançam foguetes de garrafa pet a partir de terça-feira (9).
Para conquistar uma medalha, no entanto, não basta ter um foguete bem montado: é preciso também dominar a parte teórica, como ressalta a professora de matemática Eliana Barbalho. “A matemática só tem sentido quando aplicada na prática, no cotidiano”, afirma a docente da UE República de Portugal (bairro Japão), que também é coordenadora do cursinho Cellula Mater.
Com isso, os estudantes aplicam na atividade conhecimentos adquiridos em sala de aula, como cálculo de ângulo, inclinação, direção do vento, velocidade, retas concorrentes e paralelas, entre outros.
Antes de cada lançamento, a assessora pedagógica da Seduc, Eliana Isidoro, orienta os participantes sobre os detalhes que podem ajudar os foguetes a alcançar até 80 km/h e ultrapassar 200 metros de distância — feito já alcançado por alunos da UE República de Portugal, na última segunda-feira (12).
