O Sindestiva Santos confirmou adesão à greve geral do Porto de Santos nesta terça-feira (25), reforçando a mobilização da categoria em defesa do mercado de trabalho, da exclusividade e dos direitos considerados históricos pelos trabalhadores.
A participação dos estivadores amplia o impacto do movimento, considerado estratégico dentro da cadeia portuária, já que a atividade da categoria é essencial para a operação de carga e descarga de navios.
Paralisação terá operação parcial
A greve foi autorizada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas com restrições. A paralisação poderá ocorrer por 12 horas, das 7h às 19h, com a obrigatoriedade de manutenção de 50% das atividades.
A decisão também prevê multa diária de R$ 200 mil em caso de descumprimento, podendo atingir tanto trabalhadores quanto operadores portuários.
Segundo orientação do sindicato, os estivadores escalados devem comparecer normalmente aos navios, garantindo o percentual mínimo exigido pela Justiça.
O presidente do sindicato, Bruno José dos Santos, divulgou as condições e recomendações para paralisação nas redes sociais.
Já os profissionais não escalados foram convocados a participar da mobilização em pontos estratégicos, como entradas de terminais em Santos e no Guarujá, fortalecendo o movimento ao longo do dia.
Pressão sobre governo e Congresso
A adesão ocorre em meio à insatisfação com propostas em discussão no Congresso Nacional, especialmente o Projeto de Lei 733, que trata de mudanças no setor portuário.
A categoria cobra posicionamento do governo federal e de parlamentares, e busca ampliar a pressão política com a paralisação.
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Impactos no porto
Com a adesão dos estivadores, a expectativa é de impacto direto na operação do Porto de Santos, ainda que não haja paralisação total.
A manutenção de 50% das atividades deve garantir funcionamento parcial, mas atrasos e gargalos logísticos ao longo do dia não estão descartados.
