‘Eu o proibi de vir ao Brasil’: Lula veta aliado de Trump após impasse com ministro

O presidente Lula afirmou que o assessor ligado a Donald Trump, Darren Beattie, não poderá entrar no Brasil enquanto o governo dos Estados Unidos não liberar o visto do ministro da Saúde

A decisão de barrar a visita adiciona um novo capítulo às tensões diplomáticas envolvendo autoridades brasileiras e norte-americanas

A decisão de barrar a visita adiciona um novo capítulo às tensões diplomáticas envolvendo autoridades brasileiras e norte-americanas | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (13) que o assessor ligado ao ex-presidente americano Donald Trump, Darren Beattie, não poderá entrar no Brasil enquanto o governo dos Estados Unidos não liberar o visto do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A declaração foi feita durante um discurso no Rio de Janeiro. Segundo Lula, a decisão é uma resposta ao bloqueio do visto do ministro brasileiro.

‘Aquele cara americano que disse que vinha para cá visitar o Jair Bolsonaro foi proibido de visitar e eu o proibi de vir ao Brasil enquanto não liberar o visto do meu ministro da Saúde, que está bloqueado’, afirmou o presidente.

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Visita a Bolsonaro foi barrada

O assessor americano havia obtido autorização para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso. No entanto, a permissão foi posteriormente revogada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Na decisão, Moraes afirmou que a visita não estava dentro do contexto diplomático que justificou a concessão do visto ao assessor norte-americano.

Segundo o magistrado, o encontro com Bolsonaro não havia sido previamente comunicado às autoridades diplomáticas brasileiras.

Visto foi concedido para evento

De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o visto de Darren Beattie havia sido concedido exclusivamente para participação no Fórum Brasil–EUA de Minerais Críticos, marcado para o dia 18 de março, em São Paulo.

O pedido foi encaminhado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos ao Consulado-Geral do Brasil em Washington no dia 6 de março.

Na comunicação oficial, o governo americano informou que o assessor viajaria ao Brasil para participar da conferência e realizar reuniões com representantes do governo brasileiro.

Segundo o Itamaraty, não havia qualquer menção à intenção de visitar Bolsonaro no pedido inicial.

Impasse diplomático

A decisão de barrar a visita adiciona um novo capítulo às tensões diplomáticas envolvendo autoridades brasileiras e norte-americanas.

Agora, o governo brasileiro condiciona a entrada de Darren Beattie no país à liberação do visto do ministro Alexandre Padilha, ampliando o impasse entre os dois lados.