Quem tentou acessar o Centro de Santos pela Avenida Perimetral por volta das 15 horas de ontem ficou parado por cerca de 40 minutos. O congestionamento se formou no trecho logo após o Monumento ao Trabalhador Portuário até o semáforo, próximo ao Escritório do Tráfego, na altura da Rua João Pessoa.
Motoristas de automóveis, caminhões, ônibus coletivos e de viagem começaram a descer de seus veículos cerca de meia hora após a paralisação para tentar descobrir o que estava acontecendo. Durante todo esse período não apareceu nenhum guarda portuário para orientar o tráfego e tentar minimizar o congestionamento no local.
Sem informações sobre o que ocorria e quanto tempo levariam parados na pista, alguns motoristas de automóveis decidiram passar por cima do canteiro central acessando a pista Centro-Ponta da Praia. Ao mesmo tempo, passageiros dos ônibus coletivos desceram e atravessaram a pista a pé. Ambas as situações oferecem risco de acidente ou atropelamento, uma vez que a avenida perimetral é uma via expressa, mas nem assim a Guarda Portuária deslocou-se até o local. Vale lembrar que a Perimetral é monitorada nos dois sentidos.
Questionada, a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), informou, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, que: “o motivo do congestionamento é o excessivo tráfego de veículos de carga que acessam terminais localizados em direção ao distrito industrial da Alemoa, interrompendo, na altura da rotatória em frente ao Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa o fluxo de saída dos veículos de carga que deixam o Porto de Santos em direção ao Sistema Anchieta-Imigrantes”.
Sobre a ausência da Guarda Portuária no local, que foi treinada pela Companhia de Engenharia de Tráfego de Santos (CET) para fiscalizar e orientar motoristas na Avenida Perimetral, a Codesp esclareceu que: “o desvio de tráfego de veículos urbanos da pista Ponta da Praia-Centro para a pista oposta, na altura do monumento ao Trabalhador Portuário, como propõe a questão, seria inviável. Para tal, seria necessária a segregação de faixas para veículos de carga e urbanos, com finalidade de tornar possível o retorno exclusivamente dos veículos urbanos que deveriam necessariamente trafegar pela faixa da esquerda. Uma vez inviável esta opção, não há porque demandar contingente para tal local. Destacamos ainda que a CET solicitou apoio deste contingente da Guarda Portuária onde se verifica o foco do problema. Cabe ainda ressaltar que os terminais de carga situados no distrito da Alemoa estão fora da área do Porto”.
Em relação ao fator segurança de pedestres, motoristas e passageiros que atravessaram para a pista sentido contrário nada foi informado pela Codesp.

Caminhões
Os caminhoneiros tiveram que ter muita paciência na tarde de ontem para deixar a zona portuária de Santos. As carretas formaram quilômetros de filas ao longo da Perimetral, na pista sentido Centro. O trecho Centro-Alemoa foi um dos pontos críticos. Na Avenida Mário Covas (portuária), entre os canais 5 e 4, na pista sentido Ponta da Praia–Macuco, a faixa da direita mais uma vez transformou-se em bolsão de estacionamento. O bolsão se estendeu pela pista Ponta da Praia-Centro da Perimetral até o trecho próximo à Capitania dos Portos, onde formou-se uma segunda fila de carretas que queriam acessar à margem de cais.
Centro de Santos
Além da Avenida Perimetral no trecho próximo à Alemoa, a Rua João Pessoa também registrou engarrafamento na tarde de ontem. Motoristas que seguiam em direção à entrada de Santos enfrentaram filas.
O tráfego permaneceu lento na Via Anchieta, do km 62 ao 64, no acesso ao Porto, devido a excesso de caminhões, por volta das 13h. A lentidão se prolongou até as 16h, concentrando-se no trecho dos km 63 ao 65, segundo boletins da Ecovias. Por volta das 17h51, o tráfego foi normalizado na chegada a Santos.
Apesar da expectativa de volume de tráfego para o feriado prolongado de Corpus Christi, no Sistema Anchieta- Imigrantes (SAI), o movimento ontem estava normal e a concessionária manteve a operação 5X5 nas rodovias.
Até por volta das 17h, cerca de 156 mil veículos haviam descido para o litoral e 93 mil retornado à Capital. Segundo a Ecovias, entre as 16h e às 17h, passaram pelos pedágios em direção à Baixada cerca de três mil veículos. Na subida, foram 2.700 veículos —. movimento normal de um fim de semana.
A contagem para o feriado iniciou a zero de quinta-feira e a expectativa é de que desçam entre 160 e 270 mil veículos até as 24h de domingo.