Policiais da 2ª Delegacia (Entorpecentes) da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) regional prenderam na sexta-feira (5), em Itanhaém, três pessoas da mesma família – um homem de 19, o pai, de 46, e a mãe, de 38 -, além de um homem de 35, suspeitos de aplicarem o golpe da falsa indenização judicial.
As quatro pessoas foram autuadas por organização criminosa, tráfico de drogas, uso de documento falso, estelionato e posse ilegal de munição.
“As investigações foram iniciadas contra o homem de 19 anos, pois os policiais civis tinham informação que ele participava do tráfico de drogas da região. Assim que esse suspeito foi identificado pelas pesquisas feitas nos bancos de dados policiais, os agentes descobriram que os pais dele possuíam uma extensa ficha criminal e estavam respondendo pelo crime de participação em organização criminosa por crimes anteriores”, informou o Departamento de Polícia Judiciária do Interior-6 (Deinter-6).
Sob o comando do delegado Rubens Eduardo Barazal Teixeira e do investigador-chefe, Luiz Fonseca, os policiais Fábio, Heictor e Lucas descobriram o endereço da família, no Cibratel II, e passaram a acompanhar a rotina.
Na tarde de sexta, um dos suspeitos, 35 anos, saiu da residência de carro e foi até um caixa eletrônico. Nesse momento os policiais civis abordaram o homem, que apresentou com documentos falsos.
“Imediatamente os investigadores perceberam a fraude e revistaram o veículo, encontrando os documentos verdadeiros dele. Em continuidade as diligências, os policiais foram com o suspeito até a residência alvo da investigação e, assim que adentraram o imóvel, perceberam que um homem fugia pelos fundos do imóvel”, informou o Deinter-6.
A equipe conseguiu deter esse suspeito tentando destruir alguns papeis da fraude e prenderam o casal que estava na casa. “Ao proceder a revista no imóvel, os investigadores descobriram que a família e o outro preso, de 35 anos, enganavam pessoas através de um golpe aplicado por correspondência enviada por um escritório de advocacia inexistente informando à vítima da fraude que esta teria recebido um dinheiro vindo de um indenização judicial e que para recebê-lo deveriam ser pagas as custas processuais e taxas de habilitação. As vítimas enganadas efetuavam os pagamentos e depois descobriam o golpe”, afirma o departamento.
Foram apreendidos no imóvel 16 cartões bancários, quatro documentos de veículos, vários documentos pessoais, notebooks, correspondências das fraudes, 12 celulares, relógios, duas munições, 13 porções de maconha e quatro cápsulas com cocaína.
