Todo dono de gato já viu aquele momento hipnótico: seu felino, com os olhos semicerrados de prazer, começa a amassar o cobertor, a almofada ou, mais curiosamente, a sua pele com as patinhas dianteiras.
É um movimento rítmico, carinhosamente chamado de “fazer pãozinho” no Brasil. Mas este comportamento, que é pura fofura, é também um reflexo profundo de seu bem-estar.
Se você já se perguntou o que se passa na cabeça peluda do seu pet enquanto ele está nesta “ginástica de lençóis”, prepare-se: a explicação é mais complexa do que parece e tem raízes na infância do animal.
Massagem felina
O ato de amassar não é aleatório, é um instinto que remonta à época em que o gato era filhote. Ao mamar, os gatinhos massageiam a barriga da mãe com as patas dianteiras, o que estimula a liberação do leite.
Portanto, a patadinha em superfícies macias é um reflexo direto da segurança e conforto experimentados nos primeiros momentos de vida. Mas o instinto se desenvolve e ganha novos significados na vida adulta:
- Alívio do estresse: Amassar ajuda o gato a relaxar e liberar a tensão, especialmente após mudanças ou momentos estressantes.
- Preparação do ninho: Antes de dormir, o gato “faz a cama” – um comportamento selvagem que visava ajeitar o local para o descanso.
- Marcação de território: As almofadinhas das patas possuem glândulas que liberam feromônios. Ao amassar, o gato está deixando seu cheiro, marcando o ambiente ou o humano como seu.
- Declaração de amor: Quando o gato amassa uma pessoa, geralmente é um sinal puro de afeto e necessidade de proximidade, comunicando: “Eu confio em você e me sinto seguro aqui.”
O efeito inesperado nos humanos
O comportamento não beneficia apenas o gato. A ciência tem notado que a proximidade e o ronronar felino, um som geralmente emitido em frequências entre 20–50 Hz, podem ter um efeito positivo nas pessoas.
Embora não seja uma terapia formal, muitos relatam que o som vibratório do ronronar alivia o estresse e a tensão, sugerindo que a massagem e a presença do gato podem estimular a liberação de endorfinas (hormônios do bem-estar) em ambos – gato e dono.
Garras afiadas
Se a demonstração de afeto vier acompanhada de unhas afiadas, não repreenda o seu pet. Amassar é natural e essencial para o bem-estar mental do gato.
A melhor solução é a gentileza: mantenha as unhas do gato aparadas e direcione sutilmente a atenção dele para um cobertor ou travesseiro macio. Assim, você acolhe a demonstração de confiança e evita desconfortos, tornando o momento das “patadinhas” puramente prazeroso.
Veja mais curiosidades no vídeo do Pet Afeto.
