Funcionária da Havan demitida por testemunhar em ação ganha R$ 10 mil na Justiça

Segundo a decisão judicial, a trabalhadora foi demitida apenas 20 dias após ter atuado como testemunha em um processo trabalhista

A decisão foi proferida por uma juíza da 1ª Vara do Trabalho de Praia Grande

A decisão foi proferida por uma juíza da 1ª Vara do Trabalho de Praia Grande | Divulgação

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) considerou discriminatória a demissão de uma ex-funcionária da Havan em Praia Grande. Com isso, a empresa foi condenada a pagar uma indenização de R$ 10 mil.

Segundo a decisão judicial, a trabalhadora foi demitida apenas 20 dias após ter atuado como testemunha em um processo trabalhista.

A empresa alegou que a dispensa ocorreu devido ao desempenho insatisfatório e à baixa produtividade da funcionária.

No entanto, não apresentou provas concretas para sustentar essa justificativa, como documentos, avaliações ou relatórios assinados por superiores.

Recentemente, o Santos FC anuncia rede varejista Havan como nova patrocinadora.

Sentença

A decisão foi proferida por uma juíza da 1ª Vara do Trabalho de Praia Grande. Um dos principais argumentos da magistrada foi que, com a atitude da empresa, a funcionária teve cerceado seu direito básico de acesso à Justiça e de colaborar com o Judiciário.

O depoimento de um ex-superior da funcionária, que afirmou que esse tipo de conduta é comum por parte da empresa, também foi levado em consideração na sentença.

A equipe de reportagem do Diário do Litoral entrou em contato com a empresa, mas até o momento não obteve retorno. Diante disso, o DL reitera que o espaço está cedido à Havan.