Greve de servidores públicos e da Codesavi paralisa serviços

Categorias realizam assembleias hoje (22); movimento mantém 30% em serviços de emergência

Os servidores municipais de São Vicente mantém a greve nesta quinta-feira (22). A categoria realiza assembleia às 9 horas na sede do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São Vicente (SindservSV) e, em seguida, sairá em passeata até o Paço Municipal.

Segundo a entidade, no primeiro dia de paralisação 10 unidades de saúde foram fechadas e parcialmente mais de 20 outros setores. O não pagamento do 13º foi o estopim para o movimento.

“Protocolamos um documento na mesa do prefeito, que tem ciência oficialmente da greve instaurada. Até onde deu para conversar nós conversamos. Tentamos viabilizar através de negociação e agora chegou um momento que viabilização da negociação cessou. Para acontecer uma viabilização de novo da só se houver nova proposta, o que não temos até o momento”, afirmou Edson Paixão, presidente do SindservSV. Na manhã de ontem, os servidores se concentraram em frente ao Paço Municipal.

O presidente do SindservSV destacou que o não pagamento do 13º, cuja primeira parcela deve ser paga nos meses de aniversário e a outra em dezembro, foi a motivação para a greve. No entanto, a categoria sofre com outras demandas. “Na verdade temos todo um ano e meio de atraso de horas extras, férias, abono alimentação e cesta básica. O 13º foi a gota d’água”, afirmou Paixão.

Segundo o sindicato, o movimento grevista respeita a legislação que prevê que 30% dos trabalhadores que prestam serviços considerados essenciais como urgência e emergência devem permanecer atuando normalmente. A cidade conta com aproximadamente seis mil servidores públicos.

Em nota, a Prefeitura afirmou que parcela do 13º salário será paga até o próximo dia 29, de acordo com a arrecadação municipal. Em entrevista ao Diário do Litoral, o prefeito Luís Cláudio Bili (PR) não garantiu o pagamento de parte do benefício até o término do seu mandato.

Saúde

Em entrevista coletiva, a secretária de Saúde, Monica Batalha Palma, reconheceu a legitimidade da greve e disse que faz tratativas para preservar o mínimo de atendimento na rede urgência e emergência e alguns serviços nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Desde o último dia 27 de julho, os médicos que atuam no Hospital Municipal, o antigo Crei, trabalham no esquema denominado Operação Padrão, onde apenas casos urgentes são atendidos­.

“Os funcionários em todos os seguimentos da saúde, até agora, foram guerreiros porque aguentaram bravamente. Os pagamentos acordados não foram realizados e fomos informados hoje da situação de greve. Eu vejo mais uma vez o grave colapso que a saúde municipal e regional passa a partir de hoje a enfrentar. Como secretária de saúde tenho que traçar uma estratégia para manter os serviço dentro da legalidade da greve em funcionamento, porque a saúde tem uma essencialidade que não pode ser esquecida”, afirmou Mônica. Antes da coletiva, a secretária debateu com representantes do sindicato a forma como se dará o cumprimento do percentual mínimo na Saúde.

Codesavi

Também ontem 900 funcionários da Companhia de Desenvolvimento de São Vicente (Codesavi) declararam greve por falta de pagamento do 13º. A categoria foi para os locais de trabalho, mas decidiu em assembleias do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil (Sintracomos), paralisar as atividades e aguardar em casa o depósito do benefício.
O abono deveria ter sido quitado na terça-feira (20). A empresa disse a diretores do sindicato que pagaria ainda ontem (21).  Uma assembleia está marcada para o início da manhã de hoje (22) na unidade da companhia que fica na Avenida Nações Unidas.

“É Natal, gente. As pessoas precisam ter o mínimo garantido pelo 13º, que já não é lá essas coisas. A Codesavi não deveria encerrar o ano dessa lamentável maneira, após tantos dissabores causados em 2016”, disse Macaé Marcos Braz de Oliveira, presidente do Sintracomos.

“Todos esperam que a empresa pague o benefício até o final da tarde. Se isso não acontecer, continuaremos de braços cruzados até receber”, adverte o diretor do sindicato responsável pela subsede de São Vicente, José Francisco Andrade da Silva ‘Índio’. Segundo ele, a primeira parcela do benefício foi paga a poucos empregados, apenas aos que optaram por receber no mês de seus aniversários.