A Guarda Municipal de Santos (GCM) ficou quase 24 horas sem comunicação. Segundo apurado, o contrato com a empresa que presta o serviço essencial para o controle de ocorrências e segurança dos guardas terminou em 11 de janeiro último e não foi renovado. A informação foi confirmada por diversos agentes municipais e a Prefeitura restabeleceu o serviço às 11 horas de ontem, após contato da Reportagem.
“Desde o início do ano, a comunicação vem apresentando falhas, fato extremamente perigoso para quem está nas ruas e não sabe o que está acontecendo. Principalmente na região da Zona Noroeste e morros onde ocorrem intervenções da polícia, tiroteios, e é necessário evitar passar com a viatura pelo local, já que a GCM não é armada”, afirmou um dos guardas.
Segundo revela, na última quarta-feira, por volta das 16h30, o sistema parou por completo e os guardas tiveram que ligar para o número 153, para efetuar a troca das equipes e encerrar a quilometragem das viaturas. Ocorrências foram passadas via WhatsApp ou ligação do sistema de monitoramento. “Surreal”, dispara o agente.
Outro guarda entrevistado pela Reportagem afirmou que a situação não é novidade na corporação. “Outra vez isso ocorreu também por ausência de pagamento e ficamos uma semana sem se comunicar
direito”.
Outro disse o seguinte: “faz muito tempo que a rede de rádio vive dando problemas de falhas de comunicação e até inoperância por alguns minutos. Como é empresa contratada por licitação que fornece esse serviço, fica no mesmo esquema das viaturas, a Prefeitura nunca cobra o cumprimento forçado da qualidade dos serviços”, revela.
A Reportagem descobriu que a questão já chegou na Câmara de Vereadores. Procurado, o vereador Sérgio Santana, que preside a Comissão de Segurança Pública da Casa, não conteve a indignação. Ele disse que foi até a base da GCM do Rebouças para constatar a situação.
“A central de rádio, as bases e viaturas estão sem comunicação alguma. Os rádios são considerados instrumentos importantes no sistema de segurança, principalmente quando há necessidade de pedir apoio em uma ocorrência. Falei com o subcomandante que acredita que seria um problema técnico, mas que demoraria um pouco para consertar”, disse.
Sérgio Santana garante que enviará um ofício ao prefeito Rogério Santos (PSDB) pedindo cópias dos contratos para saber se a empresa estaria falhando na prestação de
serviços.
A Secretaria de Segurança (Seseg) confirmou a interrupção, mas não houve prejuízo à realização das rondas, atendimentos e monitoramento da Cidade. Informa, ainda, que o pregão para contratação desse serviço estava marcado para o último dia 5, e sofreu um questionamento por parte de um dos concorrentes, gerando atraso na apuração.
