Mais de cinco mil pessoas já dividiram um espaço de apenas 60 mil metros quadrados. Essa era a realidade de Hashima em meados de 1959.
Entretanto, esse formigueiro humano durou pouco tempo na história do Japão. Em 1974, o local foi abandonado e ganhou o status de ilha fantasma. Aproveite e veja também: Ilha próxima de paraíso natural vira sinônimo de tranquilidade para o verão
O motor que impulsionou a ilha
A ocupação acelerada ocorreu devido às jazidas de carvão encontradas sob o mar. A Mitsubishi comprou o terreno e instalou uma estrutura de mineração complexa.
O carvão impulsionou o crescimento e atraiu famílias inteiras para o rochedo. Assim, a ilha transformou-se em um centro produtivo de extrema relevância econômica.
A infraestrutura do gigante de ferro
Prédios altos e serviços essenciais foram criados para sustentar a crescente população local. O formato das construções lembrava um navio, gerando o apelido “Gunkanjima”.
O concreto dominava a visão, já que quase não existiam árvores no local. Além disso, o isolamento geográfico forçava uma convivência muito próxima entre os moradores.
O sofrimento entre as paredes de pedra
Infelizmente, a história local também guarda relatos de exploração e dor profunda. Trabalhadores forçados sofreram na “Ilha do Inferno” durante a Segunda Guerra Mundial.
As condições eram precárias e a rotina dentro das minas era exaustiva. Além disso, os trabalhadores menos experientes moravam nos andares mais vulneráveis a tufões e outros desastres naturais.
O destino final das ruínas japonesas
A economia mudou e o petróleo desbancou o uso do carvão mineral. Portanto, a Mitsubishi encerrou as atividades e a ilha foi evacuada em poucas semanas.
Atualmente, restam apenas escombros deteriorados pelo tempo e pela força das tempestades. A visitação pública é restrita por segurança, permitindo acesso apenas a áreas específicas.
