Nychollas Sampaio Martins tem 18 anos, uma vida cheia de sonhos realizados e àqueles que ainda estão nos planos. Ele procurou o Diário do Litoral para contar sua história de superação, após ter lido a reportagem sobre a jovem vendedora de brigadeiros do Jardim Rio Branco, que também fala sobre força de vontade.
Ele diz perceber muita tristeza nas pessoas por causa da situação atual e a desistência de sonhos por medo do futuro, e o quanto isso o chateia, “já que por pior que seja o momento, ele vai passar”, diz.
“As pessoas estão desistindo dos seus sonhos por causa desse momento ruim que estamos vivendo, mas isso não pode acontecer. Então quero que conheçam a minha trajetória e se inspirem e perseverem”, explica.
Morador de São Vicente, no bairro Humaitá, Nychollas nasceu em 14 de agosto de 2002 e logo em seu primeiro dia de vida foi direto para a mesa de cirurgia. Ele nasceu com hidrocefalia, e com apenas cinco meses de vida, já tinha passado por seis operações.
“Meus pais me contaram tudo isso quando eu já era adolescente e aí eu percebi quantos desafios eu passei mesmo sendo tão pequeno. Isso me deu força para compartilhar a minha história e incentivar as pessoas para que não desistam do que querem, por mais difícil que seja. Quero passar uma mensagem de perseverança”.
VIDA PÚBLICA.
Apaixonado pela política, ele acompanha o cenário da Cidade desde os cinco anos e em 2020, quando viu que teria eleição para o Conselho Municipal da Juventude, decidiu se candidatar. Por causa da pandemia, fez uma campanha virtual e se apegou a fé cristã, acreditando que havia chagado a sua hora de realizar esse sonho.
“Falei pra minha mãe que sentia que era o momento de correr atrás do meu sonho de representar as pessoas com necessidades especiais. Me inscrevi e acreditei, porque sei que as coisas tem a hora certa para acontecer”,
No dia 20 de setembro saiu o resultado e ele foi eleito. “Era dia de culto e fui direto agradecer”.
Feliz, Nychollas quer construir um legado representando, principalmente, os portadores de necessidades especiais.
“Quero trabalhar pela acessibilidade e continuar falando sobre a importância da fé, agora na pandemia mais do que nunca. Não podemos nos desesperar, é preciso acreditar em Deus. E não posso contar minha história sem falar dos meus pais. Eles são minha grande inspiração”.
