Lideranças femininas compartilham atitudes que fortalecem mulheres no mercado de trabalho

Iniciativas se dividem entre práticas no âmbito pessoal e profissional, mas compartilham do mesmo propósito

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as mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de CEO, a nível global, de acordo com o Índice de Igualdade de Gênero 2023 da Bloomberg | Annie Spratt / Unsplash

As mulheres ocupam apenas 8% dos cargos de CEO, a nível global, de acordo com o Índice de Igualdade de Gênero 2023 da Bloomberg, divulgado em janeiro deste ano. Apesar do percentual apresentar crescimento de 1% em relação ao levantamento anterior, o dado ainda se mostra muito aquém do justo. Como forma de mudar esta situação, corporações já se movimentam pela causa por meio de programas internos focados na maior presença de mulheres em seus quadros de colaboradores, sobretudo em funções de gestão e liderança.

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Além das iniciativas das organizações, mulheres que hoje se encontram em posições de destaque no ambiente corporativo elaboram estratégias e atitudes – dentro das organizações onde estão ou de forma autônoma – com intuito de ampliar o acesso e ascensão profissional de outras mulheres, das que estão começando em uma carreira até as que desejam empreender. 

Conheça a seguir lideranças femininas e suas iniciativas que fazem a diferença na vida profissional de outras mulheres:

Melissa França – Diretora Comercial de IZIO&Co
“Há alguns anos, eu percebi que nós, mulheres, precisamos nos ajudar para conquistarmos cada vez mais espaço, reconhecimento e sucesso no mundo dos negócios. Os homens, infelizmente, ainda têm muito mais acesso a oportunidades no mercado, promoções e mais possibilidades de ocupar os cargos de liderança. Então, como forma de fazer a minha parte nesse longo caminho que temos pela frente, eu dedico o meu tempo livre, aos finais de semana, sendo mentora voluntária de startups fundadas por mulheres. Além disso, também faço encontros com mulheres de várias áreas, orientando-as como potencializar suas carreiras. Por meio dessas mentorias, eu me conecto com muitas profissionais, faço pontes entre elas e crio essa rede mútua de apoio”.

Luciana Perfetto, Gerente de Capital Humano na Qintess
“Quando atuava em uma consultoria, estive à frente de um projeto que havíamos absorvido de uma outra empresa. Junto ao projeto, vieram algumas mulheres que, inicialmente, demonstraram a insegurança que cerca a situação. Percebi que a principal questão estava centrada em como enxergar oportunidades de crescimento em suas carreiras durante a maternidade. Na época, acabei criando um comitê de mulheres, no qual todos os meses fazíamos um café da manhã com a presença de uma executiva da empresa. Usávamos o momento para trocar experiências e refletir sobre o equilíbrio entre a vida profissional e a vida pessoal com o foco, obviamente, na maternidade. Era uma reunião de mulheres e para mulheres, uma troca positiva em um ambiente seguro que tratava os anseios, dores e curiosidades do dia a dia, que acabou se transformando em uma ferramenta de empoderamento para elas” 

Caroline Capitani, VP de Inovação e Digital Design da ilegra
“Como mulher e líder, no meu dia a dia sempre estimulo, por exemplo, que outras profissionais tenham mais espaço em eventos, especialmente de tecnologia, setor que ainda é predominantemente ocupado por homens. Dar lugar de fala para mulheres é fundamental para que exista incentivo para que outras ocupem esse espaço, que também é nosso e precisa ser reivindicado. Por isso, acredito que movimentos como o  “Women in Tech” são tão importantes. Li certa vez uma declaração da Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, que me marcou muito: “Apenas metade é uma parte igual, e apenas igual é suficiente.”