Na orla da cidade de Praia Grande, no litoral de São Paulo, uma mulher de 38 anos tentou vender o próprio filho, de um ano de idade, por R$1,2 mil.
De acordo com o boletim de ocorrência, o menino foi entregue pela Polícia Militar ao Conselho Tutelar com sinais de maus-tratos, desidratação e insolação.
A genitora chegou a ser presa, mas acabou sendo liberada após audiência de custódia.
A advogada Glauce Abdalla, de 49 anos, presidente da Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Araras (SP), foi uma das testemunhas do caso.
Glauce possui uma casa de veraneio em Praia Grande, e estava com familiares na praia do bairro Ocian quando viu um tumulto ao redor de uma mulher que ‘chacoalhava’ uma criança chorando.
Ao se aproximar, a advogada foi informada por outras três mulheres de que a mãe tinha tentado vender o menino por R$1.200.
O valor foi confirmado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
De acordo com Glauce, a mãe do menino pediu um dinheiro e as mulheres presentes recusaram, ao que, então, a mulher ofereceu a criança, afirmando estar vendendo.
Após uma das mulheres presentes perguntarem o valor, a genitora respondeu R$1.200.
Detida
Raphael Freitas, soldado da PM, foi acionado junto com outro colega para atender a ocorrência.
Já no local, os agentes viram a mulher pedindo dinheiro e recolhendo latas de alumínio, enquanto a criança estava suja e sozinha na areia da praia.
De acordo com o agente, que inclusive foi agredido pela mulher, ao perceber a aproximação da equipe policial, ela pegou a criança e começou a expelir ofensas agressivas enquanto afirmava ter usado entorpecentes.
Os policiais, com a ajuda de Glauce, conseguiram convencer a genitora a soltar o filho para ser algemada e levada à Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade.
Segundo a SSP-SP, o caso foi registrado como maus-tratos e resistência em 18 de novembro.
Solta
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) afirmou, em nota, que a mulher passou por audiência de custódia em 19 de novembro e a prisão foi substituída por medidas protetivas.
Ainda segundo o TJ-SP, ela é obrigada a manter uma distância mínima de 300 metros do filho, sendo proibida de ter qualquer tipo de contato ou aproximação com ele.
Menino
De acordo com o BO, os policiais levaram a criança até o Pronto-Socorro (PS) Central após deixarem a mulher na delegacia.
Na unidade, foi confirmado o estado de insolação e desidratação do menino.
O marido da advogada testemunha comprou mamadeira e leite para o garoto, enquanto o agente da PM ajudou a enfermeira a dar banho nele.
Após receber os cuidados, o menor foi levado pelas conselheiras tutelares para um abrigo.
