Não é de hoje que a reportagem do Diário do Litoral recebe reclamações sobre as condições do asfalto da Avenida Perimetral, a principal via de ligação para a área portuária de Santos. A via
E é fácil de comprovar. Quem anda pelo principal corredor logístico do Porto de Santos consegue contabilizar o problema. Em poucos minutos, em um pequeno trajeto saindo da Brás Cubas e entrando na João Pessoa, a reportagem contou mais de 100 buracos em um dos pontos mais críticos da via.
A situação chama atenção especialmente por se tratar de um eixo essencial para o escoamento de cargas no maior porto da América Latina. A Avenida Perimetral concentra o tráfego pesado de caminhões que acessam terminais portuários e conecta diferentes áreas operacionais, funcionando como um corredor estratégico para a logística nacional.
O desgaste do pavimento, no entanto, não é recente. O alto fluxo de veículos pesados, somado às condições climáticas e à sobrecarga constante, acelera a deterioração do asfalto.
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Em diversos trechos, motoristas relatam dificuldades para trafegar, risco de acidentes e prejuízos mecânicos. Além disso, a via ainda enfrenta desafios estruturais, como a convivência entre o trânsito urbano e o portuário, o que agrava ainda mais os impactos no dia a dia.
Apesar de investimentos recentes e obras anunciadas para melhorar a fluidez e a infraestrutura da Perimetral, os problemas persistem e continuam sendo alvo de queixas frequentes de caminhoneiros, trabalhadores do porto e motoristas que utilizam a via diariamente.
Resposta da APS
A Autoridade Portuária de Santos (APS) informa que os trabalhos de repavimentação no Porto foram retomados na última sexta-feira (13), após a conclusão de uma nova licitação. A empresa responsável pelo serviço anteriormente havia pedido a rescisão do contrato.
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Após a rescisão, somada às chuvas intensas e ao aumento no fluxo de caminhões, as condições das vias foram impactadas.
As equipes já estão nas perimetrais. O trabalho foi reiniciado com a repavimentação de um trecho linear de 150 metros na Alemoa. Foram utilizadas 170 toneladas de asfalto. A APS e a empresa estão mapeando os pontos críticos, onde será realizado o trabalho completo de repavimentação. Já a operação tapa-buracos ocorrerá diariamente ao longo das perimetrais e vias internas do Porto.
O contrato abrange a recuperação de pavimento asfáltico e de paralelepípedos, reparos no sistema de drenagem de águas pluviais e o fornecimento de equipamentos, materiais e mão de obra para a execução dos trabalhos, entre outros serviços especializados.
