Mongaguá celebra 56º aniversário de emancipação

Reduto da natureza, Município comemora a data com as contas em dia e celebrações em diversos pontos

Mongaguá comemora hoje 56 anos de emancipação político-administrativa como um dos municípios que mais crescem na Região, atrás apenas de Praia Grande e Bertioga. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população da Cidade aumentou 12% nos últimos cinco anos. Em 2010, eram 46.293 habitantes; em 2015 são 52.492 mongaguaenses residindo nos 141.865 km² de extensão do menor município da Região Metropolitana da Baixada Santista.

Inserido em uma região de domínio da Mata Atlântica, sendo que 77,96% de sua extensão são recobertos por vegetação natural, 34,54% da área total de Mongaguá são ocupadas pelas terras indígenas Tupi-Guarani de Itaoca e Guarani do Aguapeú. A população indígena representa 0,7% do total de habitantes do Município.

A qualidade de vida que o contato com a natureza permite, faz com que a Cidade tenha um alto Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M).

O índice, calculado pelo Programa para as Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), considera o bem-estar de uma sociedade a partir de três dimensões básicas do desenvolvimento humano: renda, educação e saúde. O IDH-M varia de 0 a 1 e quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento do Município. No último levantamento municipal, realizado em 2010, Mongaguá registrou índice de 0,754, o que o coloca entre os 500 melhores em um ranking com mais de 5 mil municípios.

Mongaguá tem hoje no turismo sua principal atividade econômica. A Cidade apresenta um grande número de domicílios de veraneio, o que gera uma população flutuante que pode atingir mais de 65% da população durante a temporada.

Mongaguá se desenvolveu ao redor da ferrovia

De acordo com o historiador Marcelo Vidice Dianno, a região que hoje compreende Mongaguá fazia parte dos arredores da Vila de São Vicente, a primeira do País, fundada em 22 de janeiro de 1532. A área era habitada pelos índios tupi-guarani, e o seu nome (“lama pegajosa”, na língua indígena) foi dado por eles em referência às margens do Rio Aguapeú, que empoçavam com a cheia. Mongaguá pertenceu a São Vicente até o século 17, quando passou ao domínio da donataria de Itanhaém.

Em 1910, o engenheiro Fernando Arens Junior, com o objetivo de vender lotes aos paulistanos, trouxe a luz elétrica e criou uma usina no Rio Mongaguá, iniciando a captação de água, o que possibilitou a instalação das primeiras tubulações e a chegada da ferrovia, a partir da doação de terras de sua propriedade.

A instalação da Estação Ferroviária, em 1913, foi o impulso necessário ao desenvolvimento da Cidade. Anos mais tarde, a construção da Estrada Manoel da Nóbrega ligou Mongaguá à São Paulo e contribuiu para a expansão da monocultura da banana.

Em 1948, foi criado o distrito de Mongaguá. O movimento pela emancipação surgiu logo após a sua criação e em 1959, foi feito o plebiscito, alcançando esmagadora votação a favor da autonomia.

No dia 31 de dezembro de 1959, foi assinada a Lei que elevou Mongaguá à categoria de cidade. No entanto, o aniversário de emancipação passou a ser celebrado no dia do plebiscito, 7 de dezembro.

‘Segurança, educação e saúde continuarão sendo os pilares da nossa administração’, diz o prefeito Artur Parada Prócida

Uma das poucas cidades da Baixada Santista a fechar o ano com as contas em dia, Mongaguá deve inaugurar três novas Unidades de Saúde da Família (USFs) no próximo ano, além de investir na educação e na pavimentação de vias. Em entrevista ao DL, o prefeito Artur Parada Prócida (PSDB) destacou as obras realizadas no Município e a expectativa de crescimento para 2016.

Diário do Litoral – Qual o balanço que o senhor faz do ano de 2015 na Cidade?
Artur Parada Prócida –
O ano foi de essencial importância para consolidarmos o planejamento que tínhamos e que, com muito esforço, seguimos à risca. Quando assumimos a Administração, em 2013, o vice-prefeito Marcio Cabeça e eu sabíamos que colocar as coisas nos trilhos seria um desafio. Herdamos muitas dívidas da administração anterior e foi preciso cortar custos e economizar de maneira planejada para que as contas pudessem ser, aos poucos, acertadas. Graças à reformulação das finanças municipais, a Cidade consegue pouco a pouco se destacar na região, com responsabilidade financeira e previsão de entregas de obras, o que no cenário nacional atual é algo difícil. O ano de 2015 marca a redenção de Mongaguá.

DL – Como o senhor citou, Mongaguá foi um dos únicos municípios que fecharam as contas com saldo positivo em 2015. Em tempos de crise, como a Administração planeja trabalhar com a redução de receita de quase 5% no orçamento do próximo ano?
Artur –
Desde o início do mandato, manter o orçamento equilibrado foi a nossa principal meta. Apenas autorizamos a realização de horas extras em último caso, controlamos o combustível da frota e orientamos o funcionalismo a sempre economizar energia. A folha salarial está em dia. A primeira parcela do 13º salário foi paga em julho e a segunda já está com receita reservada para dezembro. As empresas prestadoras de serviços estão com os pagamentos em dia também. Resumindo, estamos nos empenhando ao máximo para manter a saúde financeira do Município, mesmo com a diminuição dos repasses dos recursos estaduais e federais, e, ainda, com a diminuição da arrecadação prevista para 2016. O resultado dessas medidas foi o fechamento dos dois primeiros anos com superavit, num acumulativo de R$ 15 milhões. Tomamos o cuidado de somente iniciar uma obra quando temos a receita reservada em caixa. Mesmo com a crise e a baixa arrecadação, não deixamos de investir. Costumamos dizer que o cobertor é curto, mas conseguimos investir em saúde e educação.

DL – Quais são os planos da Prefeitura para as obras na Cidade?
Artur –
Em 2016, estão previstas as entregas da UPA, ainda no primeiro semestre, e do Hospital e Maternidade Dra. Adoniran Corrêa Campos. Três novas Unidades de Saúde da Família (USFs) serão entregues à família de Mongaguá. Duas unidades de saúde já existentes estão sendo ampliadas. O mesmo acontece com as unidades escolares, pois duas creches já estão em construção, uma EMEF está sendo ampliada e outra está em fase de licenciamento ambiental. O Fórum de Justiça e a reinauguração do Ginásio Central, que está sendo totalmente remodelado, também estão previstas para o ano que vem. Os trabalhos de colocação de guias e sarjetas, com mais de 80 mil metros lineares de benefício estão em andamento e terão continuidade em 2016, assim como a pavimentação das vias, em especial a Avenida Monteiro Lobato. Está em andamento a licitação para a implantação do sistema de monitoramento por câmera, ação que contribuirá de maneira significativa para a segurança no Município. A frota municipal, outro fator importantíssimo, também voltou a receber investimentos, com a aquisição de veículos.

DL – A Prefeitura planeja investir em quais setores em 2016?
Artur –
Além da segurança, a educação e a saúde continuarão sendo os pilares da nossa Administração. Mas não vamos parar por aí. A área social será reforçada. Os integrantes do Grupo Conviver, por exemplo, receberão uma academia na sede do Clube da Melhor Idade, além de contar com mais duas academias ao ar livre pela Cidade. Como nossa economia gira em torno do turismo, estamos nos empenhando para realizar a reurbanização de toda a orla da Cidade e a implantação de asfalto na Avenida São Paulo.

Dança, música e lazer. A programação de aniversário de Mongaguá, que teve início no dia 1º de dezembro, engloba diversas áreas e traz atividades para todos os públicos. Alguns dos destaque é o tradicional Baile Oficial da Terceira Idade e a apresentação da Orquestra Sinfônica do Estado, que acontecerá no Centro Cultural Raul Cortez.

Confira a programação para os próximos dias:

Dia 07/12
19 horas – Baile Oficial da Terceira Idade e Orquestra Casino de Sevilla (Clube Itapoan, Centro) e Show Stênio Melo (Programa do Ratinho)
20 horas – Escola Municipal de Ballet Espetáculo “Inspiração de Degas”

Dia 11/12
20 horas – Oficina de Jazz, espetáculo ‘Jazz pelo mundo’ (Centro Cultural Raul Cortez)

Dia 12/12
20 horas – Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo (Centro Cultural Raul Cortez)