Um item de lixo internacional vindo das Filipinas foi encontrado na Praia do Arpoador, no Parque Estadual do Itinguçu, em Peruíbe, pelo monitor ambiental Guilherme de Paula (Guigo), durante seu plantão na Unidade de Conservação realizado no último fim de semana.
A embalagem encontrada viajou mais de 18 mil quilômetros desde o país asiático até uma das praias mais preservadas do Brasil. Apesar da distância, o pacote de bolachas da marca “SkyFlakes” estava intacto e dentro do prazo de validade.
Diante do achado inusitado, o guia da Unidade de Conservação gravou vídeos e os publicou em suas redes sociais com o desafio: comer ou não as bolachas estrangeiras? Veja se ele aceitou:
Com bom humor, Guilherme de Paula chamou a atenção para um problema recorrente nas praias isoladas de Peruíbe: a questão do lixo internacional, que acaba poluindo a costa brasileira. Entretanto, essa não é a primeira vez que isso acontece no município.
Não há coleta regular de lixo feita pela prefeitura nestas praias da unidade, devido à geografia montanhosa e à dificuldade de acesso. A limpeza da área é realizada pela administração do próprio parque, pelos monitores ambientais, operadores náuticos e outros voluntários. Porém, vale lembrar que moradores de Peruíbe já encontraram lixo internacional em suas praias.
Nas oficinas do Projeto Amar o Mar, realizado na E.E. Prof. Ottoniel Junqueira em parceria com a USP, foi descartada a hipótese do lixo ter vindo diretamente de seu país de origem pelo oceano.
A teoria mais aceita é que os resíduos sejam frutos do descarte de embarcações, visto que a região está localizada na rota entre os portos de Santos e Paranaguá.
Caso viessem flutuando desde as Filipinas, as embalagens chegariam em péssimo estado de conservação, o que não é o caso deste e de outros achados.
