Moradores cultivam jardim comunitário em Itanhaém

Ter o prazer de cultivar e preservar as plantas aliado à arte de criar canteiros. Assim surgiu um jardim comunitário, montado com a ajuda de moradores, com diversas espécies de plantas e árvores, na rua José Mendes de Araújo, no bairro Vila São Paulo, em Itanhaém.

A ideia é da professora aposentada Regina Aparecida Muri Silva, de 60 anos, que também cultiva um jardim na sua casa, conhecido como “Vila das Suculentas”, com mais de 500 espécies de suculentas e outras plantas.

Ao caminhar na marginal da rua José Mendes de Araújo, na Vila São Paulo, um jardim comunitário chama a atenção das pessoas. “A ideia surgiu para deixar o local mais agradável e despertar a consciência de todos em preservar a natureza”, explica a moradora.

No jardim, preservado em parceria com os vizinhos da rua, as plantas onze-horas, marias sem vergonha, cactos, antúrios, helicônias, estão espalhadas nos diversos canteiros cuidadosamente montados em pneus velhos e vasos de cerâmica pintados em forma de joaninhas, abelhas e sapos.

Uma placa de madeira dá o aviso: “Preserve a natureza”. O jardim conta ainda com um pinheiro e árvores frutíferas como limão, goiaba, pitanga e amora.

VILA DAS SUCULENTAS

O jardim “Vila das suculentas”, na casa da professora aposentada, surgiu há oito anos. Isso porque ela sempre adorou trabalhar com artesanato e com as plantas. Tudo começou quando Regina morava em Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira, e já gostava de pintar objetos e cultivar as plantas.

Formado, em sua maioria, por suculentas, o jardim tem mais de 500 espécies como cactos, grumixama, rabo de macaco, jabuticaba, entre outras.

Logo na entrada, o primeiro canteiro é formado por diferentes vasos aproveitados de material de sucata. E ainda um pneu pintado com suculentas e cactos com um lembrete “Que a gente saiba florir onde a vida nos plantar”.

Ela aproveita vários tipos de recicláveis para montar os vasos. “Consigo alguns materiais com um vizinho que vende material de sucata, além de objetos que acho nas ruas e logo surge uma ideia para reaproveitar no jardim”.

Regina conta ainda com a ajuda do seu neto, de 7 anos, que a auxilia a montar os canteiros. Ela montou um jardim vertical feito com suculentas e plantado em quatro conchas de cozinha. E ainda as espécies de rabos de macaco, que também estão plantadas em outro espaço vertical.

Uma antiga pia de cozinha também foi reaproveitada para abrigar diversos vasos de plantas.

“Cultivar as plantas é uma verdadeira terapia para mim. Já estou aposentada, assim tenho uma atividade e ajudo a preservar a natureza. O que não faltam são ideias e vou montando um cenário especial para cada espécie”, destaca.

PREVENÇÃO

Em relação aos perigos de ter vasos que podem acumular água e se tornarem criadouros do mosquito da dengue, a moradora afirma que está sempre alerta e não corre esse risco. “Quando chove, no dia seguinte, vou verificar se algum vaso acumulou água e jogo fora. Acho que todos deveriam ter essa consciência”, conclui.