Munícipes pedem melhorias para a saúde em Cubatão

Manifestação ocupou a galeria da Câmara de Santos durante a 1ª sessão itinerante da Assembleia Legislativa

A 1ª sessão itinerante da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) foi marcada por uma manifestação pacífica de munícipes de Cubatão por mais investimentos para a saúde na cidade. Munidos com cartazes, os manifestantes ocuparam as galeria do plenário Oswaldo de Rossis, da Câmara Municipal de Santos, questionando os valores dos repasses do Governo para Cubatão e pedindo apoio para que o Hospital Municipal não feche as portas.

“Vivemos uma calamidade pública na saúde. A verba recebida para cada habitante é uma vergonha. É uma das menores da região, mesmo o nosso hospital sendo referência e atendendo a população de Cubatão e de toda a Baixada Santista. Não temos mais condições de manter o hospital. A unidade neonatal e a pediatria já foram fechadas e só há um médico para atender o hospital e o PS. É uma vergonha. Vim aqui hoje, pois preciso do hospital. Não é uma briga política e sim uma luta humanitária”, destacou a comerciante Márcia Vieira.

Cubatão decretou estado de calamidade pública na Saúde no mês passado em virtude da dificuldade em sustentar os equipamentos da pasta. Na última quinta-feira (9), os funcionários do Hospital Municipal da cidade aprovaram em assembleia uma greve por tempo indeterminado que está prevista para começar hoje.

O pedido de ajuda dos munícipes foi direcionado para os políticos que participavam da sessão itinerante da Alesp na Câmara. Em sua fala, o deputado estadual Paulo Corrêa Jr., autor da propositura que trouxe a Assembleia para Santos, destacou que fará o possível para auxiliar o município. 

“A prefeita me ligou e pediu que eu fizesse a interlocução junto com a Secretaria de Saúde do Estado e eu disse que a maior contribuição que eu poderia dar era colocando em prioridade esse tema na sessão em nossa região. A situação é lamentável e não podemos deixar o hospital fechar. Vamos acompanhar a situação de perto”, destacou Corrêa. 

O vice-governador Márcio França (PSB) afirmou que o objetivo da assembleia itinerante de percorrer os municípios e ter proximidade com os problemas locais foi cumprido e que levará as reivindicações da população ao conhecimento do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“É um hospital municipal, não é um hospital do Estado, mas a gente está aqui para ajudar no que for necessário. É mais fácil os moradores falarem aqui do que falarem na sessão em São Paulo. Mas é importante que a prefeita Marcia Rosa faça gestões e procure a Secretaria de Estado da Saúde para poder colaborar”, destacou França.