Organizar o patrimônio ainda em vida é uma estratégia que ganha força no Brasil. Além de evitar conflitos familiares, o planejamento sucessório através da doação de imóveis pode reduzir drasticamente a burocracia futura.
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O ‘Pulo do Gato’: Doar sem sair do imóvel
A maior preocupação dos pais é perder a moradia ou a renda. Para isso, a legislação oferece o Usufruto Vitalício.
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Como funciona: Você transfere a propriedade para o nome dos filhos (eles viram os ‘donos no papel’), mas o direito de morar ou receber aluguel continua sendo seu até o fim da vida.
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Vantagem extra: Após o falecimento, os filhos precisam apenas levar a certidão de óbito ao cartório. Sem juiz, sem advogados e sem a demora do inventário.
Blindagem Patrimonial: 3 cláusulas essenciais
Ao fazer a doação em cartório, você pode incluir ‘travas’ de segurança para garantir que o bem continue na família:
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Incomunicabilidade: O imóvel não entra na partilha caso seu filho(a) se divorcie.
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Impenhorabilidade: Protege o bem contra possíveis dívidas futuras dos seus herdeiros.
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Inalienabilidade: Impede que os filhos vendam o imóvel sem o seu consentimento.
O que você precisa saber antes de começar
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O limite de 50%: Pela lei brasileira, você só pode doar livremente metade do seu patrimônio. A outra metade é reservada obrigatoriamente aos herdeiros necessários.
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Custos: É necessário pagar o ITCMD (imposto estadual) e as taxas de cartório. Embora haja um gasto imediato, ele costuma ser menor do que os custos acumulados de um inventário judicial.
Dica da Especialista: De acordo com a advogada Simone Calili, o planejamento sucessório não é apenas sobre papéis, mas sobre segurança jurídica. É fundamental analisar o cenário tributário e familiar antes de registrar a escritura.
