Uma obra parada tem tirado o sono de moradores do Campo Grande, em Santos. Situada na Rua Amazonas, nº 33, o local já está abandonado há algum tempo, mas a preocupação se tornou maior nas últimas semanas. Por duas vezes em sete dias colocaram fogo no terreno.
No primeiro episódio, o fogo teria sido extinto rapidamente, segundo moradores do entorno. Já o segundo causou bastante estrago na calçada, danificou a árvore e a fiação da rua.
“Nas duas vezes, isso aconteceu por volta da 1 hora da manhã, mas não conseguimos ver quem está causando esses incêndios”, afirma Teresa Cristina Marques Gomes, que mora em frente ao local. Tereza foi quem viu o fogo primeiro e chamou os bombeiros e a vizinha da casa ao lado da obra, Erika Maria Pinto.
“Meu filho saiu com a mangueira e começou a apagar o fogo antes dos bombeiros chegarem, por medo de atingir nossa casa”, diz Erika. “Nunca tomei um susto tão grande”, completa.
Segundo os moradores, a obra está abandonada há cerca de cinco anos. Mas a Prefeitura afirma que a construção particular foi caracterizada como obra parada no início de 2018. “Após vistoria técnica e elaboração de laudo técnico administrativo feito pela Coordenadoria de Inspeção de Instalações e Locais de Eventos, Desenvolvimento Tecnológico e de Segurança (Coinst), o proprietário do terreno foi intimado a providenciar o fechamento com muro de 2,20 m de altura e acesso através de portão. E também a fazer o esgotamento da água que se encontrava acumulada, remoção de entulho e limpeza do terreno. Os serviços foram executados à época”, informou, em nota, a Administração Municipal.
Depois da primeira notificação, o mato voltou a crescer e mais água ficou acumulada. “Um fiscal da Secretaria de Infraestrutura e Edificações retornou ao local, verificou a situação e intimou novamente o dono do imóvel”. A intimação não foi atendida, o terreno foi vendido para outra empreiteira e a Prefeitura emitiu mais uma multa.
Esgotadas todas as providências administrativas, o processo foi encaminhado ao jurídico da Prefeitura para que as intervenções possam ser executadas pelo município, com valor cobrado em dobro do proprietário.
Por conta do acúmulo de água, o local passa por vistorias periódicas dos agentes de combate a endemias da Secretaria de Saúde de Santos. “Em fevereiro, no local de acúmulo de água, foram colocados peixes larvófagos, que se alimentam de larvas de mosquitos, para evitar a proliferação do Aedes Aegypti”. A equipe de Pontos Estratégicos retornou no dia 13 de junho e o terreno estava sem água, mesmo assim uma bomba d’água foi colocada no local. (Caroline Souza)
