A queixa é antiga – há quase trinta anos, cerca de 20 mil moradores de São Vicente aguardam pela solução dos problemas causados pelo canal que começa na Avenida Alcides de Araújo, no Catiapoã, e se estende até a Rua Lourival Moreira do Amaral, no bairro Sá Catarina de Moraes.
Uma obra iniciada em 2010 previa a minimização das constantes cheias e consequentes enchentes no local. No entanto, as obras estão paralisadas desde o final de 2014, fazendo com que os moradores da região continuem convivendo com os mesmos problemas que já deveriam estar solucionados.
De acordo com o técnico da Secretaria de Obras e Meio Ambiente de São Vicente (Seobam), Gustano Godoy, atualmente é necessário o aporte de R$16 milhões para que a obra seja concluída. “Os valores foram atualizados e esse é o montante necessário para finalizar os serviços. Temos em caixa, entre recursos do Município e do Estado, pouco mais de R$8 milhões. O restante estamos tentando pleitear junto ao Governo Federal”.
De acordo com Godoy, 41% da obra já foi executada. No entanto, a reportagem do Diário do Litoral esteve na Avenida Alcides de Araújo e o que encontrou foi o mesmo cenário desolador de sempre. Além da maré cheia e do forte odor, a grama que margeia o canal está cercada de lixo.
Questionada sobre a periodicidade dos serviços de limpeza na região, a Prefeitura de São Vicente não retornou os questionamentos da reportagem
CEV
Na tarde de ontem o presidente da Comissão Especial de Vereadores (CEV) criada para tratar do aporte de recursos para conclusão das obras da Bacia do Catiapoã, vereador Júnior Bozella, disse que irá pleitear o aporte necessário para o término das obras com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que estará em São Vicente no próximo dia 12 de março.
“O objetivo da CEV é juntar o maior número de informações possíveis para tentar alinhar com o Ministério o aporte para que a obra finalmente saia do papel”, destacou o vereador.
Bacias do Catiapoã
A obra de drenagem das bacias do Catiapoã compreende dois canais, o da Avenida Alcides de Araújo, no Catiapoã, e da Rua Lourival Moreira do Amaral, no Sá Catarina de Moraes.
Os serviços tiveram início em agosto de 2010, com previsão de conclusão de dois anos. No entanto, o rompimento do contrato com a empresa vencedora da concorrência impediu a continuidade dos trabalhos. Uma nova empresa assumiu a obra, que teve a conclusão estendida para 2014, mas também desistiu, em virtude da defasagem nos valores.
O valor do convênio com o Ministério das Cidades é de R$ 10.268.992,80. De 2010 até dezembro 2014, a obra consumiu R$ 6.090.079,75.