A Sabesp identificou e desativou 1.002 ligações clandestinas de água, conhecidas como “gatos”, em imóveis do litoral de São Paulo nos primeiros seis meses de 2025. O número representa um aumento expressivo em relação ao mesmo período do ano anterior e é resultado da intensificação das ações da Operação Gato Molhado.
Entre janeiro e junho, a companhia realizou 1.703 vistorias em imóveis das nove cidades da Baixada Santista, fiscalizando hidrômetros e tubulações conectadas à rede de abastecimento. No mesmo período de 2024, haviam sido encontradas 267 irregularidades em 487 inspeções.
Segundo Gabriel Alexandre Lima de Souza Seibarauskas, coordenador da Sabesp, o aumento se deve a um trabalho mais estratégico, que incluiu a contratação de profissionais especializados e o uso de tecnologias avançadas, como sensores acústicos subterrâneos e sistemas de inteligência artificial.
Um dos casos mais recentes ocorreu em um estabelecimento comercial no Guarujá, onde uma ligação irregular desviava água da rede pública antes da medição.
A fraude foi descoberta com o uso de um geofone, equipamento que detecta ruídos de vazamentos, e uma válvula pulsadora, que juntas permitiram identificar com precisão o ponto da ligação ilegal. A estimativa é que o consumo furtado geraria um prejuízo anual de cerca de R$ 68 mil. O “gato” foi eliminado, o imóvel autuado e o caso encaminhado à Polícia Civil.
Furto de água é crime
O desvio ilegal de água é crime previsto no artigo 155 do Código Penal, podendo ser enquadrado como furto qualificado, com pena de até oito anos de reclusão. Além de causar danos à rede e ao sistema de abastecimento, a prática compromete o fornecimento de água aos imóveis vizinhos e contribui para o desperdício de um recurso essencial.
A Sabesp reforça que denúncias sobre irregularidades podem ser feitas anonimamente pelos canais oficiais: Central de Atendimento 0800 055 0195, WhatsApp (11) 3388-8000 ou pelo site.
